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Shopping reabre no DF, mas não consegue controlar aglomerações

Mesmo com esquemas de prevenção, brasilienses não tomaram algumas medidas necessárias

Pedro Marra

Publicado

em

Foto: Vítor Mendonça/Jornal de Brasília
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Com a reabertura dos shoppings no Distrito Federal iniciada hoje, conforme decreto assinado pelo governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), em edição extra do Diário Oficial do DF (DODF) da última sexta-feira (22), as medidas de segurança adotadas pelo shopping não foram o suficientes para conscientizar a população sobre evitar aglomerações, tomar o distanciamento indicado de 2 metros.

Com o DF registrando ontem, segundo boletim da Secretaria de Saúde (SES-DF), 127 vidas perdidas pelo novo coronavírus, os lojistas e clientes dividem opiniões sobre a volta dos shoppings.

Na opinião de Fabiane Reis, 39 anos, gerente de uma loja de sapatos do Conjunto Nacional, era necessária a reabertura. “Nos já estamos trabalhando faz um mês com o sistema de delivery. Então essa volta vem em um momento muito bom para nós. E não sinto medo de pegar o vírus com as precauções adotadas pelo shopping”, opina.

Foto: Pedro Marra/Jornal de Brasília


O superintendente do Conjunto Nacional, Giuliano Bragaglia, reconhece que ainda não é possível controlar o fluxo de pessoas. “Acredito que a volta era muito esperada, devido a localização. Segundo números da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), os shoppings estão tendo um fluxo de 30 a 40%. A previsão nossa para o Conjunto é que devamos trabalhar com um retorno de 50% nesse primeiro momento. Como não é um shopping fechado, estamos tendo um pouquinho mais de dificuldade. Mas já estamos ajustando e daqui a pouquinho estará superado isso”, declara.

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A assessoria de imprensa do Conjunto Nacional esclarece que “sendo um shopping aberto, está sendo realizado o controle rigoroso do acesso, tanto quando à limitação de pessoas, quanto à medição de temperatura. Vários acessos ao shopping estão cercados”. Segundo o Conjunto, houve um princípio de aglomeração na parte externa do Conjunto Nacional no momento da abertura. “Mas, com o apoio da equipe do shopping, a falta de distanciamento entre as pessoas na fila, conforme o espaçamento que estava adesivado no piso, foi contornada em menos de 40 minutos”, diz a nota.

Enquanto a reportagem esteve no shopping nesta manhã, foi possível ver pessoas muito próximas e até casais de mãos dadas. Perguntado se esse seria o momento adequado para retomar as atividades de centros comerciais, Giuliano afirmou seguir a norma do GDF.

“Estamos respeitando e cumprindo 100% do decreto, mas também ampliando por conta própria alguns outros direcionamentos. Estamos trazendo algumas práticas novas aqui. Lançamos uma campanha de conscientização, com um protocolo de limpeza e sanitização do shopping a cada quatro horas com produtos novos. A campanha vem justamente para ajuda na educação da população. Precisamos que o pessoal cumpra. Nós, infelizmente, não temos poder de polícia. Nesse primeiro momento não está sendo da forma como deveria, mas ao longo do tempo tende a se resolver”, diz o superintendente do Conjunto. Mas, de acordo com o shopping, foi um problema de rápida solução no centro comercial do centro da cidade.

Com a mudança, os shoppings irão funcionar de 13h às 21h. Todos os funcionários devem ser testados. Os clientes terão medição de temperatura antes de entrarem, mas não poderão usar os provadores. As praças de alimentação só poderão fazer entregas por delivery ou com retiradas, sem consumo no local. Os únicos espaços que ainda não vão poder abrir são as atividades de lazer e os cinemas.

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Foto: Pedro Marra/Jornal de Brasília

No Conjunto Nacional, toda a equipe de manutenção do shopping passa por um treinamento intensivo e colaboradores e lojistas terão que realizar quinzenalmente testes de covid-19. Luvas e máscaras serão disponibilizadas aos colaboradores que terão a aferição da temperatura a cada quatro horas de jornada de trabalho.

Além de usarem máscaras, lojistas, colaboradores, fornecedores e clientes terão as temperaturas corporais aferidas por um termômetro digital infravermelho. “Todos aqueles que registrarem mais de 37,3ºC seguirão os protocolos da Organização Mundial da Saúde (OMS) não poderão acessar o complexo de lojas”, informa o shopping.


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