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Cidades

Ocupação de escola em Taguatinga provoca confusão entre alunos nesta segunda-feira (31)

Uma confusão ocorrida no Centro de Ensino Médio Ave Branca (Cemab), em Taguatinga, na noite desta segunda-feira (31), acirrou os ânimos entre os estudantes da instituição, que está ocupada desde a última quinta-feira (27). Alunos contra a ocupação, que ocorre em protesto contra a PEC 241, teriam pulado os muros e entrado em confronto com os que estavam no local.

A Polícia Militar do DF foi acionada em seguida e conseguiu controlar a situação. A corporação informou que foi chamada devido a um ataque com bombas caseiras e coquetéis molotov no local. Por volta das 22h, ainda havia movimentação no local e a PM tentava negociar o que chamou de “impasse” entre os dois grupos. Não há informação sobre feridos no episódio.

O ato acontece em reação à medida provisória que reforma o ensino médio e à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241, que impõe limite aos gastos públicos pelos próximos 20 anos.

Segundo informações de uma estudante, que é a favor da ocupação, alunos contrários ao movimento invadiram a escola no início da noite, por volta das 19h, intimidando os demais. “Pularam o muro, entraram pelo portão de trás e agrediram com barras de ferro quem insistisse em continuar com a ocupação”, disse.

Myke Sena

Myke Sena

Os estudantes que são contrários à ocupação desmentem os relatos e dizem que só querem ter o direito de estudar. “Eles trocaram os cadeados dos portões, tomaram de conta da escola e estão impendido que tenhamos aulas. Estamos todos prejudicados”, disse um aluno, que não quis se identificar.

Treze viaturas da Polícia Militar estiveram na escola no momento para garantir a segurança dos estudantes.

Ocupação

O Cemab foi ocupado nessa quinta-feira (27) por alunos que são contra a PEC 241. A ocupação foi feita de forma pacífica. Para os alunos, essa foi a única forma de chamar atenção das autoridades contra a PEC 241. “Ocupamos a escola com o objetivo de sacudir a poeira do tapete, e garantir a possibilidade de todos os estudantes participarem desses debates, que são fundamentais para a educação brasileira, e impedir o governo de empurrar essas reformas sem debater”, afirmou uma aluna responsável pela comunicação da ocupação.

Os alunos têm realizado atividades de formação, como atividades culturais, debates e saraus, que são ministrados por professores e membros da comunidade local. Porém, toda essa mobilização é rejeitada por outros alunos que são contra a ocupação. Na última sexta-feira (28), um grupo com cerca de 30 alunos invadiu o local, o que resultou em outro conflito.

Um representante do Sindicato dos Professores do DF (Sinpro-DF) interveio tentando uma negociação para que se evitasse uma tragédia. A PM retirou os invasores de dentro da escola, temendo pela a integridade física dos alunos ligados à ocupação.

(colaboraram Ícaro Andrade e Gabriela Ribeiro Pereira)

Ocupação da UnB

De acordo com a PM, cerca de trezentos estudantes ocupam a reitoria da UnB. A decisão de ocupação foi tomada em assembleia realizada nesta noite. A PM informou que faz o monitoramento, à distância, para evitar confrontos.

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