Bruna Sensêve
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Discursos inflamados e debates calorosos marcaram o primeiro dia da Conferência Distrital das Cidades Extraordinária. A expectativa é de que hoje os ânimos se exaltem ainda mais. Após a abertura, pela manhã, a tarde será reservada para a votação das propostas finais sobre o planejamento urbano e territorial do Distrito Federal. É nesse momento que os 1.800 delegados deverão chegar a um acordo quanto aos programas habitacionais e, principalmente, o novo mapa da capital federal. Novas propostas ainda poderão ser apresentadas ao plenário.
Os mais de mil participantes credenciados, ontem, foram divididos em quatro salas onde eram discutidos os principais temas e fechadas as propostas que vão à plenário hoje. Os debates giraram em torno: do Sistema de Planejamento Territorial e Urbano do Distrito Federal (Sisplan), Programa de Habitação de Interesse Social (Plandhis), Lei de Uso e Ocupação do Solo (Luos) e a polêmica definição das fronteiras das 30 regiões administrativas do DF.
O último foi o que de longe mais atraiu os representantes. Ainda existem 14 principais pontos de conflito que atingem diretamente o desenho de 22 cidades que não conseguiram chegar a um entendimento. Brasília, Gama, Brazlândia, Ceilândia, Cruzeiro, São Sebastião, Varjão e Setor Complementar de Indústria e Abastecimento (SCIA) são as únicas onde já houve acordo durante as plenárias e fóruns anteriores da conferência. O maior conflito ficou reservado às RAs de Sobradinho e Sobradinho II que brigam pela área da Fercal e Grande Colorado, com a possibilidade que Sobradinho II deixe de existir e as duas voltem a se unir.
A criação de novas duas regiões administrativas também está em debate. As RAs de Arniqueiras e Água Quente diferem muito, no entanto, quanto ao acordo de suas separações. Segundo o secretário-adjunto de Regularização, Habitação e Desenvolvimento Urbano (Sedhab), Rafael Oliveira, ambas administrações regionais de Samambaia e Recanto das Emas, que limitam a região de Água Quente, concordam com o destacamento da área pela dificuldade de atendimento dos equipamentos públicos devido à distância geográfica.
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