Menu
Brasília

Vila Planalto: moradores têm só permissão de uso, mas muitos vendem suas casas

Arquivo Geral

26/11/2011 7h33

Gabriela Coelho
gabriela.coelho@jornaldebrasilia.com.br

 

Foto: Pedro Ladeira

 

 

Aproliferação de novas casas, muitas com dois ou três andares, afronta o tombamento de Brasília, mas não é a única irregularidade observada nas ruas da Vila Planalto. Construções ilegais em áreas públicas, ocupações de becos, de praças, de áreas verdes e venda ilegal de imóveis são abusos recorrentes. Além disso, muitos pioneiros e seus filhos não resistem às propostas tentadoras de corretores imobiliários e acabam vendendo seus terrenos.

 

 
O termo de posse concedido no início dos anos 1990 aos ocupantes de lotes desde a fixação da Vila Planalto diz que os terrenos são intransferíveis e não poderiam ser vendidos, mas é comum encontrar nas ruas da cidade placas de “vende-se”.

 

Imobiliárias e proprietários de imóveis estão negociando compra e venda de casas na Vila Planalto. O decreto 29.652/2008, do Governo do Distrito Federal (GDF), proíbe a venda de imóveis naquele local que, originalmente, serviu como acampamento para os operários e engenheiros que trabalharam na construção de Brasília.

 

 
Esquema

 

O Jornal de Brasília avistou diversas faixas de “vende-se” nas casas da Vila e entrou em contato com um suposto corretor de imóveis. O preço varia de R$ 350 mil a R$ 700 mil. ”O esquema é verdadeiro. Não se pode vender casas aqui, mas vendemos. A única coisa que pedimos é para não financiar. O pagamento tem de ser à vista”, diz.

 

Os moradores não possuem escritura das casas nem dos terrenos. Eles apenas possuem uma permissão por tempo indeterminado para morar na residência. “O proprietário tem aquele documento que a Terracap deu. E de lá pra cá ele vendeu este imóvel para uma, duas pessoas. Ele tem a procuração e um contrato de compra e venda. É um negócio que você pode comprar de olho fechado e confiar plenamente. Não tem muito o que se fazer”, disse um outro vendedor, por telefone.
 

Leia mais na edição impressa deste sábado (26) do Jornal de Brasília.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado