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Brasília

Vila Planalto: ateliês onde se desenvolvem habilidades variadas conferem charme ao bairro

Arquivo Geral

25/11/2011 7h36

Gabriela Coelho
gabriela.coelho@jornaldebrasilia.com.br

 

Foto: Minervino Júnior

 

 

Além de ser rica nas áreas gastronômica, social e cultural, a Vila Planalto conta com diversos ateliês em suas estreitas ruas. A calmaria da vila dá lugar à agitação quando eles abrem suas portas para receber pessoas de todos os lugares – do Distrito Federal e de outros estados. São pessoas que buscam, no ambiente simples do bairro, a tranquilidade de cidade pequena.

 

 

Inaugurada em 2010, em uma casa de madeira, a Patch na Vila segue os moldes das casas de patchwork nos Estados Unidos. Além do espaço para comercialização, também são ministradas aulas de patchwork, bonecas, cartonagem, bordados, bolsas, modelagem e montagem de peças para vestuário. E, para o público infantil, aulas de patchwork e bordado. O ateliê recebe de crianças a idosos e possui cem alunos matriculados.

 

 

A idealizadora, a designer de moda Rosely Ferreira, passou uma temporada nos Estados Unidos e quis adaptar a cultura de ateliê na Vila Planalto. “Escolhi a vila por ser um lugar tranquilo, uma área histórica e ao mesmo tempo com ar de interior. Ela me lembra muito as cidades americanas que conheci”, diz. Além disso, a simpática designer nasceu ali e resolveu voltar às origens. “Nasci nessa cidade. Sempre gostei e acho que a vila retrata o verdadeiro Brasil. São pessoas diferentes e simples.”

 

 

Há um ano, a psicóloga Ana Cláudia Dias frequenta o grupo todas as manhãs e deixa claro que é fanática pelo local. “O espaço é excelente e bem aconchegante. Já aprendi a fazer colchas, almofadas e bonecas. Mas o mais importante é que a gente ri. Acredito que a melhor terapia seja aqui”, avalia.

 

 

Descoberta

 

Do outro lado da Vila Planalto, no Acampamento Pacheco Fernandes, o artista plástico José Carlos Menezes tem seu ateliê de aquarela (ilustração científica e naturalística) e de pintura em telas, local que também abriga um espaço para exposição de suas obras. O advogado aposentado nunca tinha se interessado por arte até ter se deparado com mosaicos, na Inglaterra. “Me apaixonei e comecei a me interessar pelo negócio. Achei mágico e diferente”.

 

 

Há dez anos, montou o Espaço Ateliê na vila, com ajuda da filha arquiteta, e diz ser apaixonado pelo lugar. “Trabalhava aqui perto e sempre gostei. A tranquilidade da cidade me fez ficar apaixonado. Estou até pensando em abrir a loja para pessoas que fazem tour em Brasília. É bom que conheçam melhor a cultura local”, afirma menezes.  

 

 

Segundo a artista Gláucia Lopes, ateliê é o lugar de trabalho de pessoas com vontade de criar e onde se pode experimentar, manipular e produzir um ou mais tipos de arte. Incluem-se nesta definição, não só qualquer pequena sala onde um indivíduo trabalha na sua fotografia, vídeo, ilustração, escultura, pintura, animação, música, rádio e outras, mas também grandes edifícios, como ocorre na indústria  cinematográfica”, explica.

 

Leia mais na edição impressa desta sexta-feira (25) do Jornal de Brasília.

 

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