Bruna Sensêve
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Com as festas de fim de ano a caminho, uma preocupação deve estar na mente de quem organiza ceias de Natal e Ano Novo: a comida. Especialmente a qualidade do que é servido nos dias de co memoração. Os alimentos tipicamente escolhidos para a mesa do brasileiro, como peixes, aves, frutas secas, amêndoas, carnes suínas e bovinas, devem respeitar um ritual de compra, manuseio e conservação para que a refeição da meia-noite não vire um pesadelo.
Durante 2011, a quantidade de alimentos apreendidos estragados ou em mau estado de conservação chamaram a atenção do brasiliense. Carne bovina mofada e com data de validade vencida em quantidade suficiente para encher três carrinhos foi encontrada pela Vigilância Sanitária em uma grande rede de supermercado da capital federal. A ação aconteceu após denúncias de clientes que passaram mal ao consumir o alimento. Diversas toneladas de queijo estragado e mau conservado também foram incinerados pela Agência de Fiscalização do DF (Agefis).
Para evitar transtornos, a acupunturista Niuria Vendruscolo Braga, 52 anos, é a responsável pela compra e armazenamento dos alimentos perecíveis consumidos em casa. A feira é feita uma vez por semana, para compra de verduras e frutas frescas, de preferência nas Centrais de Abastecimento do DF (Ceasa). Em casa, as compras passam pour uma lavagem, em água corrente, depois ficam de molho em uma solução com água sanitária e ainda passam por outras com bicarbonato de sódio ou vinagre branco. Com esse ritual, ela garante a segurança alimentar da família.
As dicas foram obtidas com profissionais de saúde na faculdade de enfermagem e ao longo da vida. “Antigamente, tínhamos de lavar as mãos para não contaminar o alimento. Agora, lavamos os alimentos para não contaminar as mãos”, diz, sabiamente, Niuria.
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