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Brasília

Vai a júri popular homem acusado de tentativa de homicídio após dizer que vítima tocava violão mal

Arquivo Geral

18/06/2012 17h44

Uma tentativa de homicídio em Planaltina (DF), ocorrida em 2008, será submetida a julgamento popular nesta terça-feira (19), a partir das 13h no Tribunal do Júri de Planaltina. O caso é curioso, porém, pelo motivo que teria levado ao crime. O agressor teria se enfurecido com a vítima depois de um desentendimento em torno de habilidades ao violão.

Segundo a denúncia do Ministério Público, na madrugada de 13 de abril de 2008, no Núcleo Rural São José, V.A.P, 31 anos, teria tentado matar J.M.S com um canivete pois este teria respondido de maneira ríspida a uma crítica de que tocava violão muito mal.

O agressor confessou a tentativa de homicídio, mas disse que agiu em legítima defesa. Segundo o acusado, ele estava bebendo ao lado de uma companheira em um bar de Planaltina quando avistou a vítima e um colega tocando violão e decidiu cumprimentá-los. J.M.S teria recusado o aperto de mão de V.A.P e ainda desrespeitado sua parceira, o que teria provocado o desentendimento.

Ainda segundo o agressor, a vítima teria golpeado várias vezes com o violão e, para se defender, V.A.P teria sacado o canivete e reagido.

J.M.S conta uma história diferente. Ele diz que o acusado fez chacota de suas habilidades musicais e ele reagiu verbalmente. O agressor teria, então, partido pra cima dele, que se defendeu com o instrumento. Uma perseguição teria começado, mas a vítima teria tropeçado, possibilitando que os golpes de canivete de V.A.P a atingissem.

O suspeito está preso e  foi pronunciado para responder perante júri popular por tentativa de homicídio qualificado por motivo fútil (art. 121, § 2º, inciso II, c/c art. 14, inciso II, ambos do Código Penal). De acordo com os autos, “sua folha penal registra incidências de natureza grave: um roubo, cometido com uso de arma e em concurso de pessoas, e um homicídio triplamente qualificado e, conexo ao homicídio, uma ocultação de cadáver”. Se condenado, ele pode pegar até 30 anos de prisão.

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