Bruna Sensêve
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O Lago Paranoá deverá receber, no fim deste mês, novas regras de utilização a fim de setorizar as atividades praticadas no local. A sinalização e a fiscalização, responsáveis por dividir os espaços destinados a cada prática esportiva e tipos de navegação, deverão ser implementadas ainda neste semestre, por meio de parceria entre o Corpo de Bombeiros, a Polícia Militar do DF e a Marinha. A medida foi decidida pelo grupo de trabalho formado para a elaboração do Plano de Gerenciamento do Lago Paranoá, em 2011, quando foram registradas 16 mortes por afogamento, o dobro do ano anterior.
Segundo o coordenador de articulação intergovernamental da Secretaria de Governo, Reinaldo Gomes, essa é a primeira fase de estudos, de caráter emergencial, focada na segurança do uso. Nela, será determinado a quantos metros a embarcação poderá passar da costa, que espaços serão indicados para a travessia a nado, onde deverão ser praticados cada esporte, qual área será utilizada para banho ou pesca, entre outras medidas.
“Até então, não temos qualquer regra para uso do lago, o que impede que a fiscalização pela Marinha e Corpo de Bombeiros possa ser feita”, afirma Reinaldo Gomes.
Ele diz que nenhuma norma foi aprovada pelo governador ou pela Marinha. Portanto, é possível que seja necessário realizar uma audiência pública para debater regras para esportes específicos. “Ainda temos a polêmica de pessoas que acham que o lago deve ser aberto a qualquer tipo de atividade e a qualquer hora. Um modelo que já vimos que não dá certo”, esclarece o coordenador.
Ele antecipa que nas próximas fases de discussão do grupo estarão em pauta questões ambientais, como o assoreamento do Lago Paranoá, retratado pelo Jornal de Brasília nas duas últimas edições, e ainda, a possibilidade de criação de uma marina pública para navegações.
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