Da Redação
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Inaugurada há nove meses, a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Samambaia não possui médicos suficientes para o atendimento a toda a população. Mesmo com uma estrutura adequada, manutenção do local e ambiente limpo, os pacientes que vão à unidade voltam para a casa sem um diagnóstico. Os pacientes reclamam do tempo que esperam pelo atendimento e funcionários confirmam a deficiência do quadro de pessoal.
De acordo com a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), atualmente a unidade trabalha com 12 clínicos geral, seis ortopedistas, 19 enfermeiros e 91 técnicos de enfermagem, além de técnicos de laboratório e de radiologia. No entanto, a realidade difere do que foi apresentado pelo órgão. O Jornal de Brasília visitou a UPA ontem à tarde e constatou que havia apenas um clínico geral, que estava em atendimento emergencial, um pediatra e uma dentista.
De acordo com uma enfermeira da unidade, que preferiu não ser identificada, o atendimento é feito conforme a classificação de risco e emergência. Segundo ela, os pacientes que não apresentam problemas graves são orientados a procurar outro hospital ou posto de saúde. “O certo seria ter quatro clínicos, dois nos consultórios e os outros dois na emergência, mas geralmente apenas um e no máximo dois realizam atendimento”, explicou.
Segundo ela, a prioridade é para os que estão em estado mais grave. Para a enfermeira, uma das principais causas do baixo número de médicos no local se refere às condições de trabalho. “Muitos falam que o salário não é adequado, além do estresse, que não compensa”, apontou.
Ainda segundo a profissional de saúde, a população se indigna com a situação da UPA. De acordo com ela, o governo teria que chamar mais clínicos para suprir a demanda. “A população vem em peso e fica frustrada com o que é apresentado. É uma situação difícil. Sem médico a gente fica de mãos atadas”, apontou.
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