Kelly Ikuma
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A Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) de Samambaia reabriu suas portas nesta sexta-feira (16), após ficar mais de 30 dias interditada. A falta de médicos, apontada como a maior responsável pela interrupção dos serviços, já não é mais empecilho, de acordo com o secretário interino de Saúde do DF, Elias Fernando Miziara. Ele garantiu que trabalharão um mínimo de quatro médicos por turno e que os problemas estruturais também já foram resolvidos.
Miziara informou ainda que o processo de contratação de funcionários temporários ainda não foi finalizado. “Já se apresentaram 11 clínicos e sete pediatras e, até a próxima semana, estamos aguardando mais nove profissionais”. Ele disse também que não se sabe quantos profissionais de quais especialidades atuarão nas escalas. Segundo ele, o concurso público já foi autorizado pelo governo para que essas vagas sejam preenchidas por funcionários definitivos.
Durante a interdição, o secretário disse que os atendimentos na área de clínica médica foram mantidos e que os casos de pediatria foram deslocados para o Hospital Regional de Samambaia (HRSam). “Com essas medidas, evitamos que a população fosse completamente prejudicada”. Os atendimentos no local devem girar em torno de 300 por dia.
O Presidente do Conselho Regional de Medicina do DF (CRMDF), Iran Augusto Cardoso, disse que a unidade de Samambaia ainda não está 100%, mas que o órgão firmou um compromisso com a Secretaria de Saúde de manter a escala com o número mínimo de médicos e deixar a estrutura em condições de uso. “Não queremos nem pensar em uma nova interdição. Vamos continuar fiscalizando as unidades para garantir o funcionamento”, disse.
Ficou estabelecido ainda, de acordo com Iran Cardoso, que a pediatria da unidade terá como referência os Hospitais Regionais de Samambaia (HRSam), Taguatinga, Asa Norte e o Hospital Materno Infantil. Já a especialidade de clínica médica terá o primeiro como referencial. Sendo assim, todos os casos de maior complexidade serão encaminhados para esses locais.
A UPA de Samambaia esteve interditada desde o dia 13 de fevereiro porque não tinha condições mínimas de funcionamento. Muitas vezes com apenas um ou nenhum médico para atender no local.
Inauguração de mais UPAs – O Secretário de Saúde do Distrito Federal, Elias Fernando Miziara, aproveitou o momento da boas notícias para anunciar que as outras três UPAs, localizadas em São Sebastião, Recanto das Emas e Núcleo Bandeirante, serão entregues à população no segundo semestre e que o governador Agnelo Queiroz garantiu a construção de mais dez unidades até o final do ano.
O novo modelo de gestão das unidades, de acordo com o secretário, deve ser definido até maio e espera que até o final do ano elas estejam funcionando sob o regime aprovado. “Instituições de educação como a Universidade Católica de Brasília (UCB) e a Universidade de Brasília (UnB) já mostraram interesse na gestão das unidades. Vamos aguardar para ver como essa situação será resolvida”, afirma.
Quando questionado se as próximas unidades, que somam 14 até o final do ano, terão condições para atender à população, o secretário disse que o governo está fazendo de tudo para que essa resposta seja positiva. “Precisaremos de mais ou menos quatro mil funcionários para atender esses locais. O concurso público servirá para preencher essas vagas. Em relação às estruturas físicas, o presidente do CRMDF, Iran Augusto Cardoso, reafirmou que continuará com a fiscalização”.
No início do mês, o GDF suspendeu a chamada pública para seleção de organizações sociais interessadas na gestão das UPAs das cidades de São Sebastião, Recanto das Emas, Samambaia e Núcleo Bandeirante. De acordo com a Secretaria de Comunicação, o prazo dado para inscrições foi pequeno e poucas instituições se credenciaram.