Vinícius Borba
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Adiscussão sobre paridade na votação para eleição da reitoria da Universidade de Brasília (UnB) ganha novos traços com o primeiro plebiscito iniciado pelos professores da UnB. A entidade representante da categoria abriu o pleito para definir qual será o peso dos votos de cada grupo. Apesar de a decisão caber inicialmente ao Conselho Universitário (Consuni) – instância maior de deliberações sobre a UnB –, grupos iniciam movimentação para tentar influenciar o processo de eleição do próximo reitor, que só deve ser definido em outubro deste ano.
Ontem, os 2,5 mil professores puderam iniciar as votações para definir junto à Associação dos Docentes da UnB (ADUnB) qual será o peso dos votos dos 31,5 mil alunos e dois mil servidores. As propostas incluem a votação por paridade, na qual cada categoria teria um terço de peso, e a do voto universal, ou seja, quando o voto de cada pessoa seria contado unitariamente. Há ainda a opção da votação proporcional, baseada na Lei de Diretrizes e Bases (Lei Darcy Ribeiro), que define a proporção de 70% de peso para os votos dos professores, 15% para servidores e 15% para alunos.
Segundo o chefe de gabinete da Reitoria da UnB, Davi Diniz, o plebiscito não tem peso real para a decisão. “Essa mobilização é um instrumento de pressão dos setores, mas é natural. A questão é que a decisão por fazer ou não uma consulta pública às categorias é soberana do Consuni. Na última eleição, por exemplo, não ocorreu oficialmente”.
Para um dos coordenadores do Diretório Central de Estudantes (DCE) da UnB, Octávio Torres, a lembrança da mobilização após a queda do reitor Timothy Mulholand levou as classes a se mobilizarem novamente. “Na época, houve eleição paritária e o atual reitor José Geraldo foi eleito informalmente e isso foi acatado pelo Consuni em respeito à autonomia universitária. Agora os professores estão retomando o debate”, afirmou Torres.
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