Depois de seis anos de espera, as três piscinas do Centro Olímpico (CO) estão sendo reformadas, com investimentos de R$ 938 mil. A revitalização do parque aquático começou no dia 2 de janeiro e vai até 31 de maio. Parte dos recursos vêm de uma emenda parlamentar no valor de R$ 600 mil, aprovada no fim de 2009, feita pelo então deputado Rodrigo Rollemberg, hoje senador da República pelo Distrito Federal. Outra parte são recursos da própria Universidade de Brasília.
“Tomei como compromisso o cuidado maior com o esporte. Espero abrir, ainda este ano, o espaço das piscinas para competições”, afirma o reitor José Geraldo de Souza Junior. Outras obras, como a construção de quatro quadras poliesportivas cobertas e um campo de futebol com grama sintética, estão previstas com apoio da Lei de Incentivo ao Esporte.
Um projeto maior, em início de captação de recursos, contempla a construção de quadras cobertas e um campo de futebol oficial com grama artificial. O custo total das obras, a serem financiadas a partir da Lei 11.438 de apoio ao esporte, é de R$ 12 milhões. Pela legislação, pessoas físicas e jurídicas podem fazer uma espécie de renúncia fiscal e repassar parte de impostos a serem pagos à Receita Federal para a ampliação do CO.
O diretor do Centro de Planejamento Oscar Niemyer (Ceplan), Alberto de Faria, conta que as instalações foram interditadas por problemas de infiltração. Segundo o diretor, muitas reformas foram feitas, mas a infiltração não acabava. Outro motivo para tanto atraso se deu porque o laudo técnico para comprovar o estado de risco das piscinas só foi realizado em 2009. De acordo com André Reis, chefe do CO, a piscina estava com muitas fissuras e chegava a baixar um metro no nível de água por dia.
OBRA – Para a reforma estão previstas a troca do revestimento das piscinas e trechos da ferragem, além de uma nova impermeabilização que será feita para que não haja mais vazamento. A área total do parque aquático é de 2.241 metros quadrados. A piscina olímpica tem 25 metros de largura por 50 de comprimento e dois metros de profundidade. A semi-olímpica é a única aquecida e tem 25 metros de largura por 15 de comprimento; a profundidade varia de 1,5 à 2 metros. Já a piscina de saltos ornamentais tem 17,5 metros de largura por 17,5 de comprimento e é a mais funda, chegando 5 metros de profundidade.
O Centro Olímpico mantém um funcionário que desde 2006 não pode exercer a profissão dele. “Dá desgosto vir todo dia e não poder trabalhar com aquilo que escolhi para minha vida. Já tinham plantas nas piscinas e ainda muito lodo e uma tartaruguinha que devolvemos para o lago”, diz Jorge Ribeiro, 41, que é há mais de vinte anos salva-vidas na UnB.
Ele defende o espaço: “O parque aquático é tão importante para o aluno de Educação Física quanto para as salas de aula. Quando funcionava, era a primeira disciplina preencher todas as vagas”. Jorge lembra que muitos eventos foram sediados no parque aquático, como o “25 horas nadando”, além de projetos de extensão, a exemplo de oficinas infantis.
De acordo com Alexandre Rezende, coordenador da Faculdade de Educação Física (FEF), pelo menos quatro turmas se formaram sem ter a possibilidade de utilizar o espaço. Hoje a disciplina de metodologia da natação é optativa, com a reforma currícular prevista para 2012 tornará obrigatória. “É fundamental termos a piscina até a implantação do novo currículo”.
Evandro Sousa, 21, é atleta e conquistou duas medalhas nos Jogos Universitários Brasileiros em 2011. O aluno do 6º semestre ainda não teve oportunidade de usar as piscinas do CO. “A universidade tem que apoiar o esporte! O espaço é bom e quando a reforma estiver concluída será espaço ideal para competições”.