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Brasília

UnB está em curva ascendente, segundo o INEP

Arquivo Geral

18/11/2011 17h36

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), do Ministério da Educação, tornou público nesta quinta-feira 17 os indicadores de qualidade de cursos e instituições de educação superior. Neles, a UnB aparece como a 13ª universidade do país, de acordo com o Índice Geral de Cursos (IGC), medida usada pelo Inep para avaliar as instituições de educação superior, públicas e privadas. A avaliação é baseada na análise das condições de ensino: corpo docente, instalações físicas, projeto pedagógico e o resultado dos alunos calouros e concluintes no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade).

 

Para Márcia Abrahão, decana de Ensino de Graduação, a UnB melhorou o seu desempenho em relação ao triênio anterior iniciado em 2007. “Mantivemos uma curva de melhoria com destaque para o curso de nutrição, que obteve a nota máxima”, comentou.

 

O curso de serviço social foi o primeiro da UnB a obter uma nota inferior a três. Sobre sua performance, avaliada com nota dois em 2010, Abrahão faz algumas ressalvas. “A nota de serviço social não reflete necessariamente a qualidade do curso. Pode ter havido boicote por parte dos alunos, e o percentual de professores mestres e doutores pode ter influenciado. Precisamos avaliar tudo isso”, defendeu. Independente da causa, o curso será submetido a uma avaliação in loco do Ministério da Educação (MEC).

 

Segundo a decana, como os indicadores avaliam questões relativas à graduação e à pós-graduação, é importante o esforço da UnB para melhorar ambos os níveis educacionais. “Estamos no topo do país. Quando chegamos nesse nível pequenos, detalhes contam muito, a diferença é mínima. Não adianta melhorar os indicadores de um e não melhorar o de outro. Tem que haver um esforço conjunto”, comentou. A UnB teve IGC Contínuo 3,91 e IGC Faixa 4, em índices de 1 a 5. Esse desempenho é 0,07 menor que a última universidade classificada como IGC 5, a Universidade Federal de Itajubá, em Minas Gerais.

 

Abrahão observou que houve disparidade no número cursos avaliados entre as universidades. Enquanto a UNICAMP, com melhor desempenho (nota 4,69), teve sete cursos avaliados; a UnB, 42. “Não tem cabimento comparar universidades que tiveram menos de dez cursos avaliados com outras que tiveram mais de 40”, disse a decana.

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