Por Gabriel de Sousa
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A Universidade de Brasília (UnB) começará a exigir o comprovante vacinal para todos os estudantes a partir desta sexta-feira (11). A decisão veio após uma série de reuniões feitas pelo comitê epidemiológico da instituição, e visa proteger os universitários e demais frequentadores dos espaços universitários da covid-19.
A medida passará a valer nas primeiras horas da manhã nos campus Darcy Ribeiro, no Plano Piloto, Ceilândia, Gama e Planaltina.
Desde o dia 7 de dezembro de 2021, a documentação era necessária apenas na entrada de prédios específicos da Universidade, como o Restaurante Universitário (RU) e a Biblioteca Central. O passaporte exigido poderá ser tanto fisicamente quanto pelo celular, a partir do aplicativo Conecte SUS.
Os estudantes deverão juntamente com o comprovante vacinal, apresentar um documento original com foto. De acordo com a administração da Universidade, os vigilantes já receberam instruções e passarão a solicitar os comprovantes de imediato.
Já os estudantes que por razões médicas estão impossibilitados de tomar a vacina, estes terão que mostrar uma declaração assinada por um profissional registrado no Conselho Regional de Medicina (CRM).
As aulas presenciais na UnB, instituídas em um sistema híbrido, aconteciam desde o dia 17 de janeiro, sem a exigência de nenhuma exigência da vacinação contra o coronavírus por parte dos universitários.
Segundo o professor de infectologia da UnB, Mauro Sanchez, a medida trará mais segurança para os estudantes que irão frequentar as repartições da instituição. “O passaporte vacinal te garante que as pessoas que tomaram a vacina possam circular com segurança pelos campi. A nossa obrigação é que restringindo as pessoas que já se vacinaram, a gente possa evitar casos graves da doença”, afirma.
Defensor da ideia de restringir a entrada de não -vacinados no ambiente acadêmico da UnB, Sanchez explica a importância da medida pera a continuação das atividades presenciais na instituição, que retornaram há um mês, após dois anos de hiato motivado pelo coronavírus. “É superimportante garantir que quem entra nesses espaços físicos estão de fato vacinados. Essa aprovação da comprovação da vacina é uma vitória da comunidade universitária”, conclui o especialista.