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Brasília

UnB assume obra no campus de Ceilândia

Arquivo Geral

30/11/2011 20h48

O reitor José Geraldo de Sousa Júnior assinou contrato para finalização da Unidade de Ensino e Docência (UED), um dos quatro prédios da Faculdade UnB Ceilândia (FCE), na manhã desta quarta-feira 30. A obra, que tem 4.485 m² e está em fase de acabamento, foi orçada em R$ 2,8 milhões e será financiada com recursos da Fundação Universidade de Brasília. O prazo para construção é de 180 dias corridos, mas as salas necessárias para o funcionamento do próximo semestre devem entregues em fevereiro. “Mãos à obra”, pediu o reitor ao final da reunião. Ele considerou a celebração do contrato um resultado do esforço de toda a administração.  

 

A empreiteira Amza Construtora Ltda foi escolhida para tocar o resto da obra por meio de licitação na modalidade convite, primeiro contrato emergencial da gestão José Geraldo. A UED ficou por cerca de três anos sob responsabilidade da empresa UniEngenharia, contratada pelo Governo do Distrito Federal e que deveria ter concluído a obra em 2009. Depois de diversos atrasos (veja aqui) e da pressão de estudantes (veja aqui), a situação ficou insustentável e a transferência tornou-se necessária. “É um alívio”, afirmou o vice-diretor da FCE, Araken Werneck. “Interessante é que a universidade, criticada por atrasos, foi chamada a salvar essa obra”, comentou José Geraldo.

 

COMPLEXIDADE – A UED abrigará salas de professores, dois auditórios, além de 13 laboratórios. A obra está com o piso térreo praticamente concluído, mas apenas duas salas e quatro laboratórios estão funcionando. Ali também ficarão sediadas as secretarias de cursos, diretoria, laboratórios e salas de professores.

 

O principal desafio da obra será a instalação de aparelhos de ar-condicionado e elevadores. “O prazo é grande por conta da complexidade na instalação desses equipamentos, mas a empresa comprometeu-se a entregar as salas necessárias ao início do funcionamento do próximo semestre”, disse Alberto de Faria, diretor do Centro de Planejamento Oscar Niemeyer, que fez o projeto arquitetônico do prédio. 

 

“É um grande risco, mas estamos prontos para o desafio”, disse o engenheiro Ronaldo Alves de Oliveira, diretor da Amza, que prometeu concluir a obra no prazo estipulado. O engenheiro pediu apoio da UnB para desburocratizar processos de compra e manter os pagamentos em dia. “Precisamos andar com rapidez e sem imprevistos”. Ronaldo ainda não sabe quantos funcionários trabalharão na obra, mas explica que, como a obra está na fase de acabamento, será necessária mão-de-obra qualificada.

 

OUSADIA – A Amza constrói na UnB desde março de 2010. Fez três módulos de atividades e serviços comunitários (MASC) (veja aqui), o calçamento da praça maior e atualmente trabalha no prédio do Núcleo de Medicina Tropical. “Sempre aviso para toda a minha equipe que estamos trabalhando em uma obra pública, com muita expectativa. Amanhã posso ter um filho meu estudando aqui”, disse o execuyivo da empresa.

 

Diana Pinho, diretora da FCE, comemorou a assinatura do contrato, um “novo horizonte” para os 1.475 estudantes da FCE. “A finalização era necessária para viabilizar o próximo semestre”, explicou. O reitor mencionou os percalços do processo de construção, mas considerou a administração da situação acertada, fiel ao projeto conjunto da comunidade. Para ele, o risco assumido com a implantação dos campi, “um dos mais fortes objetivos da administração”, é condizente com a história de ousadia da UnB. “Nosso horizonte é o da educação como valor simbólico, com qualidade, e não como produto a ser consumido”.

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