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Brasília

Uma criança e uma idosa morrem em Taguatinga e Vicente Pires

Arquivo Geral

25/05/2009 0h00

Aproximadamente 30 acidentes de trânsito foram registrados pela Polícia Militar entre a meia-noite e as 12h de ontem, pill no Distrito Federal. Dois casos graves – na verdade, what is ed duas tragédias – revoltaram famílias e a comunidade. Trata-se das mortes por atropelamento de uma criança de  sete anos, em Taguatinga Norte, e de uma aposentada de 68 anos, em uma via paralela a Estrutural, em Vicente Pires.Um dos motoristas – o que atropelou a criança – fugiu e está sendo procurado pela Polícia. Já o outro foi preso em flagrante sob a acusação de embriaguez ao volante.


O primeiro acidente ocorreu por volta das 22h de sábado, entre os Conjuntos A e B da QNL 5, em Taguatinga Norte. A menina Yasmim Alice Martins Jesus, 7 anos, foi atropelada e morta quando brincava com mais oito crianças a cerca de 50 metros de sua casa. A família festejava o aniversário de um parente na residência. De repente, a criança saiu para chamar as amiguinhas. Queria dar um pedaço do bolo para elas.


Mas a festa e a alegria da menina extrovertida, que gostava de contar historinhas e sonhava em ser obstetra, acabou em tragédia. No momento em que ela voltava para casa, surgiu um Gol vermelho. O motorista entrou na curva acelerando, perdeu o controle da direção e atropelou
a criança, jogando-a a uma distância de 30 metros. Ele sequer freiou e ainda fugiu sem prestar
socorro. A pequena Yasmim, primogênita da família – ela tinha outra irmã – caiu. A princípio, as pessoas pensaram que o carro tinha se chocado contra um saco de lixo, mas logo viram o corpo no chão. Ela ainda chegou a ser levada ao Hospital Regional de Taguatinga (HRT), mas não resistiu aos ferimentos.


“Trabalhei 30 anos no Corpo de Bombeiros, mas nunca pensei que fosse pegar uma criança de inha família no asfalto, não poder fazer nada para salvá-la e ela morrer em meus braços”, lamentou o sargento reformado Cleuton Rafael, 50, tio de Yasmim. Segundo ele, o País está na
contramão da lei porque “os delinquentes pagam uma pequena fiança e deixam a prisão para poder cometer outras atrocidades”.


Uma câmera do circuito de segurança de uma academia de ginástica filmou o acidente e a fuga. A polícia vai utilizar as imagens para identificar o motorista. Perto do local ele abandonou um comprovante da compra de cervejas com cartão de crédito, na modalidade débito, e garrafas da bebida, além de uma grade do Gol. “É melhor que ele se apresente e conte sua versão. Não teremos dificuldade em identificá-lo”, disse o delegado Mauro Aguiar, da 17ª DP (Taguatinga Norte).


Fetsas e Cervejas


O outro acidente fatal ocorreu ontem por volta das 10h, na esquina da Rua 3C com a marginal da Estrutural. A aposentada Iracema Martins Machado, 68 anos, foi atropelada pelo Kadett placa JDT-4694 (DF), conduzido pelo frentista Otávio Pereira Sampaio, 41. Também levada ao
HRT, ela não resistiu. O motorista foi preso em flagrante por embriaguez.


Segundo o soldado Márcio Godoy, da Companhia de Polícia Rodoviária (CPRv) da Polícia Militar, o teste do bafômetro acusou 1.03 de ar expelido por litro de sangue, ou seja, três vezes mais que o limite permitido pela Lei nº 11.705, que completa um ano no próximo dia 20. Iracema saiu de casa, na QNP 10, no Setor P Sul, em Ceilândia, para visitar parentes em Vicente Pires. Otávio havia deixado a residência de uma amiga, onde houve um aniversário. Na 38ª DP (Vicente Pires) ele, com dificuldades para falar, admitiu ter bebido cervejas. “Lamento profundamenteo que provoquei, mas o freio não pegou e não consegui segurar o carro”, confessou.


Segundo o soldado Godoy, o Kadett estava a mais de 80 km/h. A velocidade permitida na via é de 40 km/h. As marcas da freiada de um dos pneus ficaram no asfalto. A idosa foi arrastada e ficou debaixo do carro, parado num barranco. Otávio foi indiciado por homicídio doloso (com
intenção de matar) e embriaguez em volante. Pode ser condenado a uma pena de 20 anos de reclusão.








  SAIBA +

Dados do (Detran-DF) revelam que em 11 meses de Lei Seca foram registrados menos 81 acidentes fatais do que no mesmo período anterior. Uma redução de 19%. O número de mortes caiu 17,5%, contabilizando 81 vítimas a menos no trânsito do DF. Uma média de sete vidas salvas por mês desde o início da lei.


Em média, 320 condutores são flagrados por mês dirigindo sob a influência de álcool. Em 11 meses, 3.521 motoristas foram autuados por embriaguez ao volante.

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