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Brasília

Trauma é um dos riscos para vítimas de abuso sexual

Arquivo Geral

03/02/2012 7h10

Bruna Sensêve
bruna.senseve@jornaldebrasilia.com.br

Otrauma de uma criança ou adolescente que sofreu abuso sexual é grande e as sequelas após esse crime podem ser ainda maiores. Os questionamentos em relação a essas vítimas, no entanto, estão após a configuração do crime e punição dos culpados. Qual o apoio terão para enfrentar as consequências daqueles atos que podem ir de transtornos alimentares e distúrbios do sono a sociopatias e problemas sexuais? Só no ano passado 442 menores foram vítimas de abuso sexual no Distrito Federal.

 

O DF possui o programa de Pesquisa Assistência e Vigilância à Violência (PAVV) que recebe encaminhamentos de diversos órgãos, mas a espera é de, no mínimo, um mês para o primeiro acolhimento e marcação de atendimento.

 

De acordo com a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES/DF),  18 unidades de saúde espalhadas nas regiões administrativas do DF realizam esse processo. Quatro delas não possuem o atendimento psicossocial, somente o primeiro acolhimento. É uma equipe multidisciplinar que atende crianças e adolescentes que passaram por situação de violência, encaminhados por profissionais de saúde, conselhos tutelares, escolas e pela 1ª Vara da Infância e Juventude do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT).

 

A assistência existe, mas pode não conseguir atender toda a demanda. “Ainda há uma questão de falta de espaço físico e profissionais. Mas temos procurado atender a todos, pois crianças e adolescentes são prioridades absolutas”, afirma Lucy Mary Cavalcanti Stroher, chefe do Núcleo de Estudos e Programas para os Acidentes e Violências da SES/DF.

Leia mais edição impressa desta sexta-feira (03) do Jornal de Brasília.

 

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