Menu
Brasília

Transplante para renovar vidas no DF

Arquivo Geral

12/06/2012 7h03

Kamila Farias
kamila.farias@jornaldebrasilia.com.br

 

“Uma vida pode estar em suas mãos”. Esse é o lema da campanha organizada pela família do bancário  José Robledo, 28 anos, que está com leucemia e à procura de um doador compatível de medula óssea. Assim como ele, 1.205 pessoas estão na mesma situação no Brasil, de acordo com dados do Ministério da Saúde. O problema é que a chance de encontrar um doador compatível é de uma em cem mil.

Desde o ano 2000, o Ministério da Saúde investiu R$ 900 milhões no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome). É o terceiro maior registro mundial de doadores voluntários de medula óssea, com mais de 2,7 milhões de doadores cadastrados. Quando começou o cadastro, havia 12 mil voluntários inscritos. Mesmo com este banco, o Ministério da Saúde, Hemocentro e Instituto Nacional do Câncer (Inca), não sabem definir quantos estão na espera no DF, mas o Hemocentro afirma que já conseguiu atingir o número de doadores anual, que é de 2.820 pessoas.

“Não fazemos mais campanhas, pois o número limite, indicado pelo Ministério da Saúde, já foi atingido. O que fazemos agora é manter esse banco. Esse limite foi definido, pois existiam muitos laboratórios que faziam a coleta indiscriminada devido ao ganho que recebiam do governo. Mas o cadastro deve ser ampliado, porém, com segurança e eficácia”, explica o diretor executivo da Fundação Hemocentro de Brasília, José Antônio Vilaça.

Mesmo assim, a representante comercial Polyana Nicolau, 27 anos, irmã de José Robledo, está confiante em encontrar um doador para ele e distribui panfletos e incentiva pessoas diariamente. “Em agosto de 2010, ele descobriu e já ficou internado. Teve alta apenas em janeiro de 2011, sem sinal da doença. Mas agora em maio, a leucemia voltou. Como meu irmão é tudo para mim, somos muito unidos, resolvi fazer uma campanha para salvar a vida dele e até mesmo de outras pessoas que também estão precisando. Estamos muito confiantes, com muita fé, cientes de que tudo vai dar certo”, comenta.

Tratamento Fora

Hoje, José Robledo Nicolau está internado no Hospital Nossa Senhora das Graças, aos cuidados de um oncologista  em Curitiba, por indicação de um médico do Hospital Anchieta, que cuidava do caso. A transferência ocorreu porque em Brasília não há suporte para fazer transplante de medula óssea.

 

“Aqui em Brasília não tem local que faça o transplante. Então, ele foi para lá, que o hospital é referência no tratamento, está fazendo quimioterapia e aguardando um doador com urgência. Ele é um paciente guerreiro e está lutando com todas as forças para sobreviver”, afirma Polyana Nicolau.

O caso pede urgência, pois com o passar do tratamento, a quimioterapia vai ficando mais forte e destrói tanto as células cancerígenas quanto as saudáveis. “Ele vai passar por quimioterapias cada vez mais fortes até o doador aparecer. A última etapa será uma preparação para o transplante, onde destruirão todas as células, para a medula nova chegar. Apesar da incerteza que às vezes bate, sabemos que tudo vai dar certo. A angústia é a espera para aparecer alguém”, conta a noiva de Robledo, Kizzy Fernandes.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado