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Transmissão da covid recua mais um vez, mas pico ainda não chegou

Segunda a Saúde, é esperado que o maior número de casos seja registrado em duas semanas, ou seja, metade de fevereiro

Por Geovanna Bispo 27/01/2022 6h34
Foto: FRED TANNEAU/AFP

Em coletiva nesta quinta-feira (27), a Secretaria de Saúde do Distrito Federal informou que a pasta trabalha com a possibilidade de que o pico da variante ômicron da covid-19 ainda não foi atingido na capital.

Segunda a Saúde, é esperado que o maior número de casos seja registrado em duas semanas, ou seja, metade de fevereiro. Ainda assim, espera-se que a queda desse dado seja brusca, já no fim do mês.

A cepa atingiu o DF no final de dezembro, na véspera de natal, e tem resultado em recordes de casos e na taxa de transmissão. Na última terça-feira (25), por exemplo, foram registrados 10.697 novos casos em 24 horas, o maior número desde o início da pandemia, em março de 2020.

“A gente trabalha com a previsão de que essa ascensão acelerada [da Ômicron] possa chegar nas próximas duas semanas, até meados de fevereiro. Nossa expectativa é de reduzir o platô de permanência desses elevados casos e espera de uma queda igualmente rápida ainda para o final do próximo mês”, avaliou o secretário-adjunto de Assistência à Saúde, Fernando Erick Damasceno.

Ainda de acordo com o secretário, nesse período, o sistema de saúde ficará sobrecarregado por síndromes gripais.

“Em nenhum estudo, nós prevíamos esse ritmo acelerado da transmissibilidade -da variante Ômicron. Do ponto de vista sanitário, não tem precedentes. Compara-se a sarampo, compara-se aos grandes desafios relacionados à transmissibilidade que já enxergamos no mundo”, continua.

Últimas 24 horas

Prestes a completar um mês apresentando apenas altas, a Taxa de Transmissão (Rt) da covid-19 no Distrito Federal finalmente está recuando. Nesta quinta-feira (27), segundo o boletim epidemiológico da Secretaria de Saúde, a índice desceu para 1,71.

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Vale lembrar que, acima de 1, a taxa indica que a pandemia está tendendo a avançar. Essa taxa significa que 100 pessoas infectadas infectam outras 171.

Junto a taxa, o número de casos apresentou queda. Nas últimas 24h, 5.243 novos casos foram registrados.

Desde o início da pandemia, 589.858 pessoas já foram infectadas na capital, sendo que 90,6% (534.707) deste número estão recuperados. Do total de casos, 11.156 (1,9%) faleceram em decorrência de complicações causadas pelo vírus.

Ainda assim, os óbitos causados pelo vírus não acompanham esse aumento. Nas últimas 24h, nenhuma morte foi registrada. Porém, de óbitos que ocorreram em outros dias, mas que foram notificados apenas hoje, houve duas mulheres e dois homens.

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Essa diferença entre os casos e óbitos, segundo a Secretaria, está relacionado ao fato de que 78,22% (2.226.871) dos brasilienses estão completamente vacinados contra o vírus.

As regiões com mais casos confirmados são Ceilândia (59.998), Plano Piloto (65.757) e Taguatinga (44.763). A maior taxa de mortalidade é em Santa Maria (466), ambas com 2,9%.

Os dados ainda mostram que, do total de mortes, 965 não eram residentes da capital, sendo, 830 de Goiás (entorno), um do Acre, um de Alagoas, dois do Amapá, 30 do Amazonas, 17 da Bahia, três do Maranhão, oito do Mato Grosso, 43 de Minas Gerais, um do Piauí, cinco do Rio de Janeiro, quatro de Rondônia, sete de Roraima, um de Santa Catarina, cinco de São Paulo e quatro do Tocantins.

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