Brasília

À Justiça, traficante pego com 400 kg de maconha fingia que trabalhava em oficina

Por Arquivo Geral 29/06/2018 8h02
Operação da Cord/PCDF apreendeu 400 kg de maconha. Foto: Matheus Garzon/Jornal de Brasília

Matheus Garzon
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Os dois homens presos nesta sexta-feira (29) com 400 kg de maconha descumpriam ordens judiciais. João Orlando Francisco da Rocha, 46, conhecido como Jota Jota, rodava por todo o Distrito Federal mesmo cumprindo prisão domiciliar. Já Amarildo Carlos dos Santos, 38, estava em regime semiaberto. Ainda assim fazia distribuição das drogas enquanto deveria trabalhar na oficina em que o carro a droga foi apreendido.

De acordo com o delegado responsável pelo caso, Luiz Henrique Dourado, os dois eram atacadistas de drogas, ou seja, chefiavam a venda regional em Samambaia, Ceilândia, Taguatinga e Águas Lindas de Goiás. A polícia observou que os dois iam a esses lugares todos os dias. “A gente acompanhou essa movimentação e intensificou a vigilância. Fizemos o monitoramento telefônico dele, que confirmou a negociação de drogas”, comenta.

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Denúncia

Ainda de acordo com o delegado, surgiu uma denúncia precisa de que um carro chegaria à oficina onde Amarildo trabalhava. A princípio, o intuito era verificar se o carro era clonado. Mas, quando foi feita a abordagem, a carga avaliada em R$500 mil foi descoberta. “Eles tinham até acabado de comprar uma balança e iam pesar a droga para fazer a divisão da maconha.”, complementa. Toda a droga estava separada em sacos de lixo no porta-malas e no banco de trás.

Outro ponto que a investigação abordará, a partir de agora, é a participação do dono da oficina no esquema, uma vez que a Justiça era informada que Amarildo estava sempre trabalhando. O delegado Luiz Henrique Dourado conta que o responsável pela mecânica só não foi preso na hora pois estava ausente. No começo da tarde, ele se apresentou espontaneamente à delegacia.

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Delegado Luiz Henrique Dourado fala sobre apreensão de 400 kg de maconha. Foto: Matheus Garzon/Jornal de Brasília

Punição

Amarildo e João Orlando enfrentarão agora mais um processo em que serão indiciados por tráfico de drogas e associação pelo tráfico, com pena mínima de 15 anos podendo chegar a 25 anoa. Além disso, a pena que eles já cumpriam será regredida para o regime fechado.

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