Menu
Brasília

Testemunhas da defesa de Adriana tentam desqualificar a investigação

Arquivo Geral

04/02/2012 7h12

Carlos Carone, com agência
carone@jornaldebrasilia.com.br

 

 

Novas testemunhas e denúncias contra delegados e antigos dirigentes da Polícia Civil marcaram mais um dia de audiências de instrução, das últimas três, no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) sobre o caso do triplo homicídio da 113 Sul.

 

Testemunhas arroladas pela defesa de Adriana Villela, acusada de ser mandante do assassinato dos próprios pais, tentaram desqualificar as investigações conduzidas pela  Coordenação de Crimes contra a Vida (Corvida) apontando uma série de vícios no inquérito e até a tentativa de supostamente convencer os suspeitos presos a confirmar que o assassinato do ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) José Guilherme Villela, 73 anos, da mulher dele, Maria Carvalho Mendes Villela, 69, e da empregada Francisca Nascimento da Silva, 58, não teve um mandante.

 

O primeiro depoimento colhido foi o do delegado Elivaldo Ferreira de Melo, que na época do crime dirigia o posto policial da Vila Estrutural e estava sob o comando da delegada-chefe da 8ª Delegacia de Polícia (SIA), Deborah Menezes. Ferreira contou que foi o primeiro delegado a ouvir, formalmente, o depoimento do ex-porteiro Leonardo Campos Alves, apontado como um dos autores do triplo assassinato. “O Leonardo manteve a mesma versão contada em Montalvânia (MG), quando foi preso. O depoimento dele seguiu uma linha de raciocínio e foi coerente todo o tempo. Ainda fui incisivo no momento de perguntar se o crime tinha mandante e ele voltou a negar”, contou o delegado.

Tanto a Defensoria Pública, que defende Leonardo, quanto o promotor do Tribunal do Júri, Maurício Miranda, questionaram sobre a existência de um depoimento prestado por Leonardo ainda em Montalvânia que teria sido rasgado. “Além disso o senhor notou marcas de hematomas no pescoço de Leonardo e um dente quebrado durante as 15 horas de depoimento?”, perguntou o promotor ao delegado. Elivaldo negou que tivesse percebido supostas marcas de agressão no corpo de Leonardo.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado