Da Redação, com Agência Brasília
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A polícia procura um homem suspeito de ter estuprado um garoto de 14 anos, dentro do banheiro do terminal rodoviário da Asa Sul. O retrato falado do delinquente poderá ser divulgado hoje pela 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul). O abuso sexual ocorreu por volta das 17h30 de segunda-feira.
Aluno da 6ª Série do Ensino Fundamental do Colégio Militar Dom Pedro II, no Setor Policial Sul, o adolescente costuma sair da escola e pegar ônibus no terminal para chegar em casa, em Sobradinho. Enquanto caminhava para chegar ao local, o garoto foi atacado e obrigado a seguir com o delinquente supostamente sob ameaça de morte.
Os dois entraram no banheiro masculino, no mesmo corredor do feminino, sem levantar suspeita de rodoviários e pessoas que usam o terminal para pegar ônibus ou metrô. Depois de ser supostamente abusado, o garoto aproveitou um distração do tarado, correu e pediu socorro a um dos vigilantes do terminal. Porém, o criminoso conseguiu escapar sem deixar pista.
A Polícia Militar foi chamada. Os militares procuraram o suspeito na região, mas não conseguiram localizá-lo. O estudante foi levado para a 1ª Delegacia de Polícia, a menos de 200 metros do local, onde prestou declarações. Afirmou ter sido levado à força e forneceu detalhes das características do suspeito.
Papiloscopistas do Instituto de Identificação devem concluir hoje, o retrato falado do homem. É provável que a delegada-chefe, Mabel Alves de Faria Corrêa, divulgue a imagem em busca de que o suspeita seja denunciado. A pessoa não precisa se identificar. Basta telefonar para o número 197. A Polícia busca ainda a identificação nas câmeras de segurança do terminal.
Rodoviário e pessoas que usam o local estão assustados com violência. Na opinião de um despachante do transporte alternativo e que monitora as câmeras dos ônibus da empresa, se o garoto tivesse gritado poderia ter evitado a ação.
Dois meninos de 12 anos, alunos da mesma escola onde o garoto estuda estavam no terminal. Um deles teria visto o colega entrar no banheiro e chegou a cumprimentá-lo. “Nós sempre viemos aqui pegar o ônibus, mas agora estamos com medo”, disse um dos garoto. Eles acompanharam, ontem, uma colega da mesma idade, ir ao banheiro.