Carlos Carone
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Aaudiência mais esperada antes do julgamento sobre o triplo homicídio da 113 Sul ocorre na manhã de hoje e colocará frente a frente, pela primeira vez em plenário, os três réus. São os três homens apontados pela Polícia Civil como autores e a suposta mandante do crime, segundo o Ministério Público, Adriana Villela, filha do casal morto ao lado da empregada. Após sustentarem diversas versões, ainda não se sabe se em novos depoimentos, os réus Leonardo Campos Alves, ex-porteiro do prédio onde o casal vivia, seu sobrinho Paulo Cardoso Santana e um cúmplice, Francisco Mairlon Barros Aguiar, irão incriminar Adriana Villela.
Presos em Montalvânia em novembro de 2010, tanto Leonardo quanto o sobrinho afirmaram por diversas vezes que o crime não teria um mandante. A tese foi sustentada pelos investigadores da 8ª Delegacia de Polícia (SIA) enquanto a unidade esteve participando das apurações. Ao chegar em Brasília e serem novamente ouvidos, desta vez por policiais da Coordenação de Investigação de Crimes Contra a Vida (Corvida), os suspeitos recuaram e apontaram Adriana Villela como mandante.
As últimas audiências, quando testemunhas arroladas pela defesa de Adriana e da acusação, comandada pelo promotor do Tribunal do Júri Maurício Miranda, serviram para mostrar o que será o embate durante o julgamento. Miranda afirma categoricamente que Adriana está envolvida no crime, tendo como base a conclusão das investigações da Polícia Civil. Por outro lado, o advogado de defesa da arquiteta, Antônio Carlos de Almeida Castro, acredita ter jogado por terra a única prova material que ligaria Adriana à cena do crime.
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