Luís Augusto Gomes
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O corpo de I.A.S, de oito meses, deve ser exumado amanhã de manhã. O bebê morreu no último dia 20, no Hospital Regional do Paranoá (HRPa) onde foi internado com indício de febre. Há suspeita de erro médico e os suspeitos podem ser indiciados por negligência ou imprudência.
O delegado Miguel Lucena, chefe da 6ª DP, afirma ter feito um grande esforço com Instituto Médico Legal (IML) e a administração do cemitério Campo da Esperança para fazer a exumação da criança amanhã. “A necropsia vai apontar as causas da morte e já requisitamos todos os exames”, disse.
Suposto erro médico
Os pais da criança, o vendedor ambulante João Batista da Silva, 26 anos, e a mãe, a dona de casa Maria Gleicivane Alves da Silva, 28 anos, registraram ocorrência na 6ª DP (Paranoá), na última terça-feira, depois de receber uma suposta denúncia de uma enfermeira dizendo ter ocorrido erro na medicação do bebê.
De acordo com Gleicivane, a criança foi para o hospital dia 18 à tarde, porque estava chorando e com febre. O bebê teria sido medicado com Paracetanol e ficou em observação. Os médicos o liberaram à noite. No dia seguinte, a mãe levou o filho, de novo, ao hospital. A criança teria tomado cinco ampolas do medicamento Diazepam e sofrido um choque séptico. Os médicos teriam constatado a gravidade e dito para a mãe que o bebê precisava ser levado a uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI). No entanto, só conseguiram a internação no Hospital Regional de Santa Maria. A ambulância teria demorado a chegar e a criança morreu. “Se Deus tirou nosso filho de nós é porque tem um lugar melhor para ele”, disse a mãe.