Kamila Farias
kamila.farias@jornaldebrasilia.com.br
ALuiza, aquela que estava no Canadá – e que já voltou para a Paraíba –, ganhou fama na última semana, após o pai participar de um comercial e a frase dita por ele virar bordão na internet. Luiza ainda vive seus 15 minutos de sucesso e, assim como ela, várias outras pessoas têm tido a mesma oportunidade de se tornarem celebridades por terem posts, vídeos ou fotos divulgados na web.
Há cerca de 15 anos, aliás, poucos sabiam sobre a internet. Hoje, mais de 63 milhões de brasileiros acessam a web do trabalho ou de casa. Ela é uma ferramenta indispensável para grande parte da população. É por meio dela que pessoas comuns se tornam celebridades e temas sérios são debatidos com mais atenção. De acordo com o sociólogo Marcello Barra, a internet pode ser usada para todos os momentos, sejam eles de diversão e protesto, entre outros. “É diferente quando era a televisão, onde as pessoas aceitavam o que viam. Hoje, o usuário também pode ser produtor. A internet passou a ser um grande meio para a produção de vida e isso mudou tudo, o comportamento, a política, a economia. A internet é democrática”, afirma.
Para o especialista, a web não é a responsável pela alienação das pessoas e, sim, vista como algo saudável. “A internet ajuda a diminuir a distância, como no caso da Luiza, que até no Canadá fez sucesso. O mesmo pode ocorrer com quem mora na favela, que pode fazer um vídeo e se promover. E, de certa maneira, eles estão próximos. Essas questões são saudáveis, pois mostram que as pessoas estão mais criativas. E isso é apenas o começo”, comenta.
E foi com criatividade que os amigos Robledo Didoff e Pedro Lobosque tiveram seus minutos de fama. Em 2005, intitulados Mc Bledim e Mc Pedrin, eles interpretavam, de maneira engraçada, músicas de sucesso do momento. “Antes, fiz um vídeo com outro amigo que foi trabalhoso, com roteiro e efeitos, mas não chamou a atenção. As pessoas gostam de diversão simples. Então mudei o foco e o resultado não poderia ter sido melhor”, conta Robledo.
A dupla se tornou conhecida fora da internet. “Percebemos que a história foi mais além quando fomos parados em uma boate e umas meninas falaram que eram fãs. Pessoas do Rio de Janeiro e do Nordeste nos adicionaram nas redes sociais e diziam que tínhamos fã-clube. Fomos abordados por um rapaz no shopping, falando que nos conhecia da internet e que devíamos fazer mais vídeos”, lembra.