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Brasília

Suamy disse que fará o que for preciso para devolver a sensação de segurança ao DF

Arquivo Geral

10/04/2012 14h39

O novo comandante-geral da Polícia Militar do Distrito Federal, Suamy Santana da Silva, foi apresentado oficialmente na manhã desta terça-feira (10) na Secretaria de Segurança Pública. Em seu primeiro discurso, ele garantiu fazer o que for preciso para devolver a sensação de segurança à população.

 

Um das primeiras ações, de acordo com Suamy, é acabar com a operação tartaruga e informou que vai se reunir até a próxima sexta-feira com os policiais militares para acabar com essa ação.

 

“A crise foi um presente e eu estou tentando buscar força para fazer o que tem que ser feito. Essa farda faz parte de nossa pele e aqueles que não se sentem assim não são policiais militares. Essa coopração tem quase 15 mil homens e não será meia dúzia que sujará o nome da coorporação”, afirmou.

 

Suamy disse ainda que além de promover mudanças em parte das 33 chefias de batalhões da área, ele aumentará a gratificação dos comandantes em R$ 600, passando de R$ 2,4 mil para R$ 3 mil. “Nossa corporação é menos valorizada que instituições como a Polícia Civil e o Departamento de Trânsito do DF (Detran), portanto essa será uma forma de motivar os oficiais”.

 

O secretário de Segurança Pública, Sandro Avelar, aproveitou a ocasião para agradecer Sebastião Gouveia pelo trabalho desempenhado e afirmou ter tentado “aplacar os ânimos da população, mas que alguns comandantes dos batalhões não seguiram as regras de segurança pública”.

 

Ele disse ainda que no próximo dia 19 ele lançará o Plano Ação pela Vida, que terá o objetivo de combater os homicídios. Nessa ação, o DF será dividido em quatro regiões. “Esse plano não é emergencial, ele já existe há muitos anos. Vamos contar com a ajuda da população por meio das administrações regionais para garantir seu sucesso”.

 
Suamy Santana é policial militar há 28 anos. Bacharel em Direito, especializado em Administração Pública pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e em Direitos Humanos pela Universidade de Brasília (UnB), foi assessor do Ministério da Justiça no primeiro ano do governo Lula. No Distrito Federal, comandou a Academia de Polícia Militar durante três anos, foi Chefe do Estado Maior da corporação e subcomandante-geral nos primeiros meses da atual gestão. Desde o segundo semestre de 2012, exercia o cargo de secretário-adjunto de Segurança Pública e é um dos idealizadores do programa de Policiamento Inteligente e do Disque-Denúncia da secretaria.

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