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Brasília

Solteiros procuram Igreja de Santo Antônio no dia do santo casamenteiro

Arquivo Geral

13/06/2012 8h25

Dione Maicon e Marina Cardozo

redacao@jornaldebrasilia.com.br

 

Conhecido tradicionalmente como Santo Casamenteiro, Santo Antônio atrai fiéis em todo o mundo. É aclamado principalmente pelas mulheres, em busca de bênçãos para conquistar um bom casamento. Desde 1232 quando foi canonizado, a data de celebração ao santo, 13 de junho, é comemorada no calendário católico. E no Distrito Federal, não é diferente. A cidade está repleta de devotos, independentemente da fama de ajudar a formar casais. Alguns dizem  que a devoção rende bons frutos.

 

Segundo o Frei Vilmar Rodrigues Batista, a sabedoria do santo ia além dos seus milagres e, no Brasil, a veneração começou em 1500. “Após o descobrimento do Brasil, os colonizadores celebraram a primeira missa em nosso país por um padre franciscano, Frei Henrique de Coimbra, da mesma ordem que Santo Antônio. A devoção ao santo é uma herança de nossos ancestrais portugueses”, explica.

 

A fama de casamenteiro surgiu em 1790, em Portugal. A história conta que em um momento de nervosismo, uma moça pegou a imagem de Santo Antônio e jogou pela janela de sua casa. A imagem atingiu a cabeça de um rapaz, que foi atendido pela família da jovem. Os dois acabaram se conhecendo, se apaixonaram e casaram.

 

Há quem garanta que pedir uma força a Santo Antônio dá certo. A história da jornalista Gisele Fernandes, 26 anos, confirma a fama do franciscano. Ainda adolescente, ela ganhou uma imagem de presente da avó. “Ela me contou sobre a história dele e resolvi tentar. Coloquei a imagem de cabeça para baixo mergulhada em um copo d’água. Fiquei com pena dele, pensei que pudesse me castigar”, recorda, com bom humor. Depois de um tempo, a tática deu certo e Gisele encontrou um namorado.

 

Mas não parou por aí. Anos depois, de namorado novo, ela foi a um casamento e em vez de apanhar o buquê, pegou um Santo Antônio de pelúcia jogado pela noiva. No ano seguinte, em 2011, subiu ao altar com o técnico de áudio Marco de Rezende, 28 anos. E como não poderia deixar de ser, repassou a imagem de pelúcia na festa de casamento. “Eu recomendo. O santo ajuda sim, mas você precisa acreditar. Ele dá uma forcinha”, afirma.

 

Devoção

Mas a devoção a Santo Antônio vai além dos casamentos. É o que acredita a aposentada Dirce Maria Anselmo Couto, 62 anos, que conta do carinho e consideração pela data. “Sou devota, recebi muitas bênçãos e tudo que tenho conquistei no dia 13”, revela.

 

A filha de dona Dirce, Everine Anselmo, 31 anos, considera que o número 13, dia do franciscano, deu muita sorte a família. “Santo Antônio é maravilhoso! Sou fisioterapeuta e minha clínica foi concebida graças as bênçãos que recebi dele”, acredita.

 

Em algumas famílias, a devoção  é transmitida por gerações. “Passou de mãe para filho. Nasci na véspera do dia de Santo Antônio, inclusive, no meio do meu nome tem uma homenagem a ele. Pra mim, ele é um protetor!”, diz o aposentado Roberto Antônio Tavares.

 

Missa

Para comemorar a data, a Paróquia de Santo Antônio, na 910 Sul, tem extensa programação. Estão programadas oito missas ao longo do dia e barraquinhas com comidas típicas de festa junina, com jogos e quadrilha.  Frei Vilmar convoca a comunidade a participar da festa. “ Será um prazer recebermos a todos para celebrarmos juntos esse dia tão especial”, convida.

 

O dia do santo casamenteiro é comemorado na data do aniversário de sua morte, que ocorreu em 1231. Santo Antônio é referência para os missionários e padres de todo o mundo. Ele se tornou missionário franciscano após presenciar o martírio aos frades da mesma ordem. Deu início a uma missão na África para catequizar os menos favorecidos. Foi também professor de Teologia dos Franciscanos.

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