Priscila Rangel
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Não deve haver no mundo quem goste de solidão, mas foi-se o tempo em que ser solteiro era o mesmo que estar sozinho. E hoje, no Dia dos Solteiros, há muito que ser comemorado pelos solteirões de carteirinha, que costumam fazer da vida uma grande festa. Eles vivem sempre rodeados de amigos, paqueras.
Segundo o IBGE, Brasília está em segundo lugar no ranking de cidades com maior número de solteiros. Em todo o País, 30% da população encontra-se nessa condição.
Os amigos Maria Luíza Pinheiro, 16 anos, Gisele Chaves, 20, Brunna Shinomya, 16, Gabriela Maicá, 17, Katharina Monteiro, 17, Abigail Defender, 16, Jan Chaves, 19, e Luis Cláudio, 22, todos solteiros, se conheceram no cursinho preparatório para o ingresso na Academia da Força Aérea (AFA) e consideram-se muito felizes. Enquanto se divertiam no Parque da Cidade, revelaram algumas das táticas que usam para combater a solidão, quando tenta bater à porta. “Nós sempre saímos com os amigos e vamos para festas”, diz Gisele. “Estudar também ajuda a espantar a solidão”, diz Gabriela. ” “Para mim, ser solteiro é o mesmo que ser alegre, ter liberdade para sair com as amigas e aproveitar a vida”, diz Brunna. Jan Chaves admite que adora comer chocolate e o amigo Luis Cláudio conta que, quando está sozinho, gosta de jogar videogame ou convidar amigos para jogar bola.
O bancário Marcelo Lourenço, 33 anos, está solteiro há três semanas, após um casamento de cinco anos. “Estou gostando demais de poder ir e vir sem dar satisfação. Por enquanto, não senti solidão, só a parte boa mesmo”, conta. Já o amigo Alexandre Borges, 30, solteiro há três anos, não gosta de ficar sozinho e procura relacionamento sério. “Quero encontrar namorada companheira, mas não vou ficar procurando. Gosto de sair para bares duas vezes por semana e se eu conhecer alguém interessante e se valer a pena, vou deixar acontecer”, diz
Estilo de vida
De acordo com o psicólogo clínico Enrique Bessoni, professor da Universidade Católica de Brasília (UCB), quando o indivíduo trata a solteirice como estilo de vida não há problemas, porque ele pode estabelecer uma rede de contatos e uma rotina que o satisfaça. Mas, em alguns casos, a opção por ficar sozinho pode esconder uma dificuldade em lidar com os próprios sentimentos. “É preciso ser sincero consigo mesmo, caso haja a situação em que a pessoa diz aceitar a vida de solteiro, mas na realidade, tem dificuldade de se relacionar e não quer lidar com o problema”, explica.
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