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Brasília

Sobradinho: escultura Vida está destruída

Arquivo Geral

14/01/2012 7h22

 


Francisco Dutra
francisco.dutra@jornaldebrasilia.com.br

 


 

 

A Vida tombou em milhares de pedaços em frente a Sobradinho. A obra de arte de 12 metros de altura, que fica na entrada da cidade e recebeu o nome de Vida, amanheceu quebrada e distorcida. As causas da destruição ainda são desconhecidas. Desde que foi erguida há dez anos, seu traçado surrealista divide a opinião dos quase 130 mil moradores de Sobradinho. Alguns viam nela beleza, outros, feiúra. Mas a despeito das opiniões, a escultura havia entrado no guia turístico do Distrito Federal.

 

Idealizada e talhada pelas mãos do artista Emicles Nobre, 70 anos, ela foi criada com o intuito de despertar a reflexão quanto à preservação da natureza. Aos olhos de Nobre, a peça mesclava a imagem de uma planta, um homem e o sol sorridente. Uma visão que, segundo o artista, reconhecido mundo afora, não era compartilhada por toda a população. Segundo ele, muitos não entendiam e outros consideravam que ela tinha uma conotação religiosa, um adjetivo que ele próprio descarta.

 

Acompanhado pela reportagem do Jornal de Brasília,  Nobre foi ao local primeira vez após a queda. “Quando me ligaram avisando que ela havia caído, eu não acreditei”, diz, antes de perder o olhar entre os escombros. Na próxima semana, o artista pretende procurar a Secretaria de Cultura e o Ministério da Cultura em busca de apoio para reerguer a peça. “Se não conseguir, farei com meu próprio bolso”, garantiu.


Sem manutenção

 

Há dez anos, Emicles Nobre ergueu a obra com R$ 30 mil e a entregou de graça à cidade. Se fosse vendida no mercado, teria preço de R$ 250 mil. Desde a entrega da escultura, ele buscou os gestores da Administração Regional de Sobradinho para assegurar o serviço de manutenção da peça. Mas, segundo o artista, apenas uma vez o pedido foi aceito. E os custos para a manutenção não eram altos, segundo estimativas do escultor.

 

Na memória do artista, a linha mais marcante na criação da escultura foi a altura. “Não sou chegado a coisas altas. Quando subia no andaime para fazer o sol e as partes mais altas, olhava para o chão e pensava: se cair, estou liquidado”, relata. Ele não caiu, mas Vida, sim.

 

Leia mais na edição impressa deste sábado(14) do Jornal de Brasília.

 

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