Luís Augusto Gomes
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O caso da adolescente de 16 anos, estudante de uma escola particular que foi estuprada em plena luz do dia, na 705 Sul, uma área nobre de Brasília, chamou a atenção tanto da Polícia Militar, responsável pelo policiamento ostensivo da área, quanto da Polícia Civil, encarregada da investigação. Dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP) mostram que, em média, mais de duas mulheres foram violentadas por dia no Distrito Federal. Só em janeiro deste ano ocorreram 66 casos de estupro. Só a Delegacia Especializada de Atendimento á Mulher (Deam) registrou seis casos nos primeiros 85 dias deste ano.
A violência sexual contra a estudante ocorreu na área verde entre os blocos O e P da quadra residencial, às 13h30 de segunda-feira. A garota chegava em casa quando foi atacada. A falta de segurança nas quadras 700 da Asa Sul é a maior preocupação de moradores e pessoas que circulam pela região. Quase todos têm pelo menos uma história de violência para contar. São assaltos, furtos a residências e contra pedestres, tráfico de drogas e estupros.
Ontem, um homem teria invadido uma casa na 712 Sul e tentado violentar uma jovem de 22 anos. Antes de concluir o ato, teria sido impedido por familiares dela.
No ataque de segunda-feira, o suspeito, F.J.S.A., 27 anos, morador do Pedregal, Região Metropolitana do DF, abordou a estudante com um simulacro (imitação) de um revólver. A menina estava uniformizada e chegava em casa, na mesma quadra onde teria ocorrido o estupro.
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