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Brasília

Sex shop de luxo reforça a segurança após roubo

Arquivo Geral

02/06/2012 15h50

Gabriela Coelho
gabriela.coelho@jornaldebrasilia.com.br

 

O sex shop de luxo, na Asa Sul, de onde foi roubado um vibrador banhado em ouro agora trabalha com as portas fechadas e a entrada é controlada. O objeto foi roubado na quarta-feira, mas o ladrão terá problemas em passá-lo para a frente, pois o carregador de bateria não foi levado. A 1ª Delegacia de Polícia continua a investigação, mas não se manifestará até a conclusão do caso.

 

No Brasil, só existem dois massageadores de ouro. O que foi roubado, seria levado para outro estado na semana que vem, para ficar em exposição em lojas por todo o País. O produto é exposto, mas só é vendido sob encomenda.

 De acordo com a funcionária da loja que foi rendida pelo ladrão, acredita-se que o roubo tenha sido encomendado. “Essa peça estava muito visada. No lançamento da loja, no dia 8 de maio, a peça foi mostrada e vista por muitas pessoas. Pode ser que o suspeito já soubesse o que tinha na loja, uma vez que ele não deu muita ênfase ao dinheiro, só à peça”, disse.   O ladrão entrou e foi direto na peça, única em Brasília. A loja possui produtos que variam de R$ 297 a R$ 915.

Os proprietários do estabelecimento consideram o objeto, banhado em ouro 18 quilates e com tamanho de dez centímetros, um “elefante branco”. Isso porque o ouro não pode ser derretido, uma vez que o interior é de aço inoxidável. Além disso, o ladrão não levou o carregador do produto. Portanto, é provável que a peça acabe inutilizada.

Bonito e simpático

Na última quarta-feira, a vendedora G.J.S. estava para fechar a loja quando um homem entrou no estabelecimento de utensílios eróticos. “Eu o cumprimentei e percebi que estava muito bem vestido, bonito e simpático. Ele andou por toda a loja e parou no balcão onde estava exposto o massageador. De repente, ele anunciou o assalto e foi pedindo o dinheiro do caixa. Eu avisei que não tinha dinheiro e ele ficou querendo saber sobre os outros produtos”, afirmou.

Segundo a vítima,  o suspeito olhou para o expositor e perguntou o que era. “Ele perguntou se o massageador era de ouro e respondi que sim. Ele sabia o  que era e mesmo assim perguntou. Pediu que eu abrisse. Logo depois me levou para o banheiro de cima da loja e amarrou minhas mãos com durex. Ele não trancou a porta e pediu que eu esperasse cinco minutos para sair dali”, lembrou a jovem.

Segundo ela, foram momentos tensos. “Eu estava apavorada, mas ele se mostrou o tempo todo muito tranquilo. Não parecia estar drogado. Depois de cinco minutos, desci a escada na ponta do pé, tranquei a porta e liguei para as pessoas responsáveis”, afirmou. A jovem, porém, admite que agora está com medo. “Eu imagino ele entrando a todo momento pela porta da loja. Qualquer um é suspeito. Fico assustada e não sei o que pode acontecer daqui para a frente, já que ele está solto”, diz.

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