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Brasília

Servidor é surpreendido por “incidente líquido” no estacionamento da CLDF

Colega de casa afirmou que era urgente e urinou na porta de carro. Motorista precisou de “manobra olímpica” para entrar no veículo

Suzano Almeida

29/05/2026 11h42

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Há quem diga que as garagens subterrâneas e os estacionamentos comerciais guardam uma atmosfera de calmaria ao final do expediente. No entanto, um servidor da Câmara Legislativa foi surpreendido ao chegar ao seu veículo, no horário de saída do trabalho, e encontrar uma colega de Casa urinando em seu carro. O episódio foi detalhado no perfil do Instagram @contando_oconto e tem rendido boas risadas na sede do Legislativo distrital.

O que era para ser apenas o fim de mais uma jornada de trabalho transformou-se em uma crônica urbana sobre as surpresas da vida pública, a falta de privacidade e os limites da urgência fisiológica.
Ao se aproximar de seu veículo, o proprietário (que preferiu não se identificar) notou uma movimentação atípica. A profissional de segurança do local, habitualmente discreta, gesticulava de forma frenética. “Moço, cuidado antes de entrar no carro!”, alertou.

A primeira reação, natural de quem vive em uma metrópole, foi o temor de um assalto ou vandalismo. Porém, a realidade revelou-se bem mais orgânica. Uma poça líquida barrava o acesso exato à porta do motorista.

“Uma mulher chegou aí, olhou para os lados, abaixou as calças e… fez isso aí. E pé mesmo, rapidinho. Profissional”, relatou a segurança, contendo o riso.

Aplausos e “Autoridade”

O episódio, que ocorreu à luz do dia (e sob os olhos do público), contou com a participação involuntária de testemunhas. Segundo relatos, um idoso que passava pelo local chegou a aplaudir a performance da desconhecida — uma reação classificada pela segurança como “desnecessária”.
Diante do flagrante, a funcionária do estacionamento afirmou ter intervindo com os recursos que tinha no momento:

– “Minha senhora!” proferido com tom de autoridade.

– “É urgente”, rebateu a infratora, antes de retirar-se do local sem olhar para trás.

Manobra olímpica

Sem uma equipe de limpeza por perto e com a necessidade de voltar para casa, o motorista precisou calcular ângulos e executar um salto lateral digno de um ginasta para conseguir entrar no veículo sem comprometer o calçado.

Apesar do transtorno, o bom humor prevaleceu no encerramento da ocorrência. Ao ouvir da segurança que “pelo menos não foi em cima do carro”, o motorista ponderou:
“Hoje foi só a mijada. Amanhã pode vir o pacote completo. O trabalho, às vezes, é uma comédia.”

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