Kamila Farias
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Pais e alunos estão tendo que encontrar uma maneira de manter a rotina enquanto a greve dos professores da rede pública de ensino permanece. Entre as opções estão levar filho para o trabalho, contratar alguém para cuidar deles neste período e, até mesmo, deixar a emoção de lado e confiar nas crianças sozinhas dentro de casa. A greve, iniciada em 8 de março, está a cinco dias de completar um mês e os professores realizam mais uma assembleia hoje para definir os rumos da paralisação.
O estudante da 5ª série do Colégio Polivalente, na Asa Sul, Guilherme Gomes, 13 anos, tem passado a maioria de seus dias em casa, cuidando dos irmãos mais novos ou indo à biblioteca pública da 512/513 Sul, enquanto os professores estão em greve. Mesmo assim, o jovem não está satisfeito e defende a volta das aulas. “Não gosto de ficar sem ir à escola, pois não quero reprovar. Por isso, mesmo quando não tem aula, fico aqui na biblioteca ou em casa, estudando junto com meus irmãos. Já teve dia de o meu pai ter que levar a gente para o trabalho, pois não tinha como nos deixar em casa sozinhos, já que minha mãe também tinha que sair para resolver algumas coisas”, conta.
Secretária de uma clínica veterinária na Estrutural, Girlene Paiva tem tido que ficar com a filha no trabalho durante o período da manhã. À tarde, a menina Ketley Paiva, 11 anos, fica em casa sozinha. “Ela estuda aqui perto do meu trabalho, então todo dia quando venho para o serviço ela vem comigo para a escola. Agora, com a greve, minha filha tem tido apenas duas aulas por dia e quando sai fica aqui comigo até a hora do almoço. Durante a tarde tenho que ficar com o coração apertado por deixar ela sozinha em casa”, comenta.
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