A Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (SEEDF) promoveu e participou, nesta segunda-feira (25), do Encontro Intersetorial sobre Educação Baseada na Natureza (EBN), realizado na sede do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), em Brasília. O evento reuniu representantes de órgãos públicos, instituições educacionais e organizações da sociedade civil para fortalecer o diálogo sobre educação socioambiental, sustentabilidade e enfrentamento das mudanças climáticas no ambiente escolar.
Segundo a chefe do Núcleo de Educação Ambiental da SEEDF, Cibele Lima, a proposta do encontro foi ampliar a articulação entre diferentes setores para fortalecer ações socioambientais nas escolas do DF. Ela afirmou que a iniciativa buscou promover troca de experiências, alinhamento de perspectivas e construção de estratégias integradas diante dos desafios da crise climática e da necessidade de reforço da educação socioambiental nas instituições educacionais do Distrito Federal.
A programação incluiu palestras, painéis intersetoriais e grupos de trabalho voltados à construção de estratégias para ampliar a Educação Baseada na Natureza no DF. Representando a SEEDF, participaram equipes de diferentes subsecretarias, diretorias e coordenações regionais de ensino, além de profissionais ligados às áreas de educação ambiental, educação integral e formação continuada.
O conceito de Educação Baseada na Natureza está relacionado ao direito das crianças de aprender e brincar em contato com ambientes naturais, dentro e fora da escola, com intencionalidade pedagógica. A proposta também se conecta aos desafios impostos pelas mudanças climáticas e à necessidade de adaptação dos espaços educacionais.
O encontro integra as ações do projeto Educação Baseada na Natureza, desenvolvido pelo Unicef Brasil em parceria com o Instituto Alana desde 2024. A iniciativa é realizada em quatro territórios do país: Distrito Federal, Salvador, Recife e Rio Grande do Norte, com formações, elaboração de materiais pedagógicos e ações voltadas ao letramento climático e à integração entre natureza e currículo escolar.
A programação também abordou o Prêmio Entre no Clima, ligado ao projeto e voltado ao reconhecimento de experiências escolares nas áreas de mudanças climáticas, gestão de resíduos, eficiência energética e uso consciente da água. As inscrições foram encerradas em maio, e 36 projetos finalistas terão suas experiências registradas em um e-book. Desses, 12 escolas serão premiadas em cerimônia marcada para 1º de julho, em Brasília, com reconhecimento nacional e instalação de placas fotovoltaicas para geração de energia solar.