O secretário de Saúde, Rafael Barbosa, acompanhado pelo secretário-adjunto de Saúde, Elias Fernando Miziara e do coordenador da UTI do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) explicou na tarde desta sexta-feira (13), que dos 13 pacientes que passaram pelo leito com suspeita de erro na tubulação de oxigênio, no período de julho de 2011 a janeiro de 2012, “quatro faleceram por óbitos que ocorreram dentro da expectativa da evolução dos quadros”. Entre esses pacientes, a média de idade era de 70 anos e o tempo de internação, de 14 dias.
Segundo o secretário “o nosso papel é esclarecer os fatos à população e verificar o que ocorreu realmente na UTI”. A afirmação surgiu a partir de denúncias de que os pacientes receberam uma dosagem menor de oxigênio ocorrida por uma troca na tubulação de oxigênio para ar comprimido. No entanto, a secretaria não pode vincular os óbitos a esse problema.
Ainda segundo Rafael Barbosa, a Polícia Civil já iniciou uma investigação no hospital, com objetivo de verificar se houve alguma falha que pudesse ocasionar os óbitos desses pacientes. Além disso, uma perícia técnica também está em andamento e, enquanto isso, o leito em questão permanecerá interditado.
O HRSM possui cem leitos de UTI, uma das maiores do país. Segundo o secretário, quando ele assumiu a pasta da Saúde, a Secretaria possuía 206 leitos próprios e contratava vários outros leitos na rede privada, o que gerava um gasto de R$ 120 milhões, por ano. Atualmente, essa despesa caiu bastante porque a Secretaria de Saúde passou a contar com mais 80 leitos próprios e, até o meio do ano, contará com mais 80. “Ou seja, em um ano e meio de governo estaremos com mais 160 leitos próprios”, explicou Rafael Barbosa.
A UTI de Santa Maria funciona por meio de contrato de gestão com uma empresa privada, que está em sua fase final. Uma nova licitação está prevista para ser aberta a fim de dar continuidade ao serviço de UTI, que integra o Sistema de Regulação da Secretaria de Saúde.