De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), na última terça-feira (10) a umidade foi a mais baixa registrada neste ano. O índice chegou a 16%, no horário mais crítico, das 12h às 16h.
Incêndios no DF
Segundo informações do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), de maio a novembro de 2009 foram registradas 1.887 ocorrências de incêndio florestal no DF. Em 2010, até a quarta-feira (11) o total de incêndios florestais chegou a 1.678.
As maiores queimadas no período foram registradas em três parques. O Parque Nacional de Brasília teve 10 hectares de área queimada. A Floresta Nacional de Brasília, localizada em Taguatinga, teve 50 hectares atingidos pelo fogo. Já na Estação Ecológica de Águas Emendadas, em Planaltina, 20 hectares foram destruídos pelo fogo.
O major Ricardo Vianna Barreto, responsável pelo levantamento, afirma que 99% dos casos são iniciados por ação humana. “A maior parte dos incêndios é causada pelo homem, de forma intencional ou não”. Segundo Barreto, a maior parte dos incêndios começa a partir de tocos de cigarro jogados no chão, churrascos em área de cerrado e queima de lixo sem os cuidados necessários.
Diariamente, 150 militares trabalham no combate aos incêndios no Distrito Federal. No último dia 2 de junho, a corporação recebeu mais 12 viaturas para atuação dos bombeiros.
Além de contribuir para a redução dos incêndios, evitando os descuidos mencionados por Barreto, a população também pode auxiliar os bombeiros, avisando sobre eventuais ocorrências o mais rapidamente possível, por meio do fone 193.
Na sala de aula, todo o cuidado é pouco.
Confira as orientações a serem seguidas nas escolas durante o período da seca:
– Manter bebedouros, inclusive de emergência (potes e garrafas) em número acima dos já existentes, com boas condições de higiene e qualidade da água
– Perguntar com freqüência (a cada 20 minutos) se algum aluno está com vontade de beber água
– Estar atento aos alunos com ânimo abatido ou queda rápida de rendimento e comunicar a direção da escola
– Estar atento para detectar crianças enfermas, principalmente naqueles quadros com perda de líquidos (febre, diarréia, gripe, tosse, etc)
– Manter as salas de aula com a máxima ventilação possível
– Suspender exercícios físicos exaustivos sob o sol ou sob o teto metálico, de cimento ou amianto sem isolamento térmico, ou ainda em locais pouco arejados. Planejar outras atividades afins. Nestes casos, é muito importante possibilitar a administração de água mais frequüentemente, independentemente da vontade dos alunos
– Nas salas muito aquecidas pelo sol e com pouca aeração, planejar atividades externas intercaladas e sugerir o rodízio de salas para que os mesmos alunos e professores não permaneçam muito tempo naquelas condições
– Recomendar a merenda com alimentos mais úmidos e leves, de fácil digestão
– Recomendar aos alunos menores que tragam copos à escola
– Criar oportunidade para que as crianças umedeçam as narinas e a face, pelo menos uma vez no período
– Promover reuniões com os pais ou responsáveis, se possível com apoio de um médico ou agente de saúde dos organismos locais da Secretaria de Estado de Saúde, orientando-os sobre procedimentos domiciliares para prevenção da desidratação
– No caso de desmaios, tonturas, cãibras e mal estar, paralisar de imediato a atividade do aluno, umedecer as têmporas, face e narinas e providenciar atenção urgente do médico ou agente de saúde. Comunicar aos pais do aluno e recomendar providências
– Manter elevada vigilância de higiene no ambiente escolar, pátios, sanitários e salas de aula
– Umedecer diariamente, se possível, o piso das salas de aula e pátios cimentados ou cerâmicos, esparramando dois baldes de água em cada sala, aproximadamente
– Acompanhar com maior atenção às crianças com aspectos de aparente desnutrição
– Observar e recomendar às crianças que usem vestimentas adequadas à temperatura do dia ou da hora da aula. Note que a temperatura deverá elevar-se a partir deste período do ano e que nas últimas aulas do turno da manhã e primeiras do turno da tarde estará mais quente
– Promover atividades educativas com alunos em torno do assunto “desidratação”, destacando a higiene pessoal do ambiente e dos alimentos e dando uma maior atenção aos procedimentos para amenizar os efeitos da baixa umidade do ar