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Brasília

Samu incorpora atendimento psicológico de urgência

Arquivo Geral

27/06/2012 7h06

Kamila Farias
kamila.farias@jornaldebrasilia.com.br

 

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), além de socorrer a população em casos de emergência, como acidentes, presta um atendimento que pouca gente conhece: o serviço psicológico. O Núcleo de Psicologia foi criado há um ano, mas o atendimento efetivo começou há poucos meses. São duas profissionais, que atendem a população e também os servidores do próprio Samu. A instituição calcula que 15% dos atendimentos precisam de intervenção psicológica.

Este atendimento é especializado em situações de crise, possíveis desastres, catástrofes, emergências e luto. Já os servidores do Samu, quando são identificados sinais e sintomas de sofrimento psíquico ou transtornos mentais, podem ser encaminhados ao setor pela chefia ou espontaneamente. 

 

Desde que as intervenções se iniciaram, o número de atendimentos ainda é tímido – apenas dez. De acordo com a psicóloga Luciana Stoimenoff, o serviço é pioneiro no Distrito Federal e no Brasil. Para ela, este fator  deixou  o processo de implementação mais difícil.
“Era um desejo que tivesse esse serviço aqui, os próprios servidores sentiam a necessidade e conseguimos que desse certo no ano passado. Desde então, estamos estudando as demandas e identificamos este percentual (15%) dos atendimentos que precisam de intervenção psicológica. Com isso, acreditamos que, futuramente, será possível fazer pelo menos um atendimento por dia. Mas, por enquanto, estamos fazendo apenas o trabalho emergencial”, explica a profissional.

 

As psicólogas atendem apenas os pacientes que são atendidos pelo Serviço de Urgência. O acolhimento pode ser no momento da crise ou agendado. “Se for emergência, vamos até o local, como foi o caso de uma adolescente que viu a mãe esfaqueada e estava em estado de choque. A gente foi ao local e fez o atendimento na hora. Quando há um suicídio, por exemplo, o paciente passa a ser a família. Então, agendamos com eles, acompanhamos e depois encaminhamos para a rede. Mas, independentemente do caso, é fundamental esse atendimento nos primeiros momentos”, explica.
Reestruturação

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