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Brasília

Samed humaniza o trato aos pacientes

Arquivo Geral

10/03/2009 0h00

Quem já ficou internado muito tempo em um hospital sabe o quanto é doloroso ficar longe da família e dos amigos. Além disso, viagra a espera pela alta médica muitas vezes é demorada pois são necessários cuidados especiais.
      
Para humanizar essa fase do tratamento e aumentar a qualidade de vida do paciente, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal adotou o Programa de Internação Domiciliar, mais conhecido como Samed. O projeto atua nas cidades de Sobradinho, Planaltina, Gama, Asa Norte, São Sebastião e  Guará.
      
Em Taguatinga, Ceilândia e Paranoá, o programa está em fase de implantação. A intenção é de que todos os 15 centros hospitalares do Distrito Federal ofereçam o serviço até o fim do ano.
      
Atualmente, 1.046 pessoas recebem atendimento domiciliar realizado por equipes multiprofissionais compostas por médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem, psicólogos, fisioterapeutas e assistentes sociais. Dependendo do caso, o usuário recebe a visita de vários ou apenas um profissional, sem que seja necessário deslocar-se para o hospital.
      
Além de realizar consultas, administrar a medicação, medir a pressão arterial e níveis de glicose, entre outros cuidados, os profissionais do programa treinam o acompanhante do paciente para que tenha condições de fazer procedimentos mais simples como a troca de sondas, banho e curativo.
      
Para que o atendimento possa ter eficácia, o Programa de Internação também cede colchões d’água, leitos hospitalares, respiradores e balas de oxigênio, dependendo da necessidade. Em alguns casos, é mantida uma miniunidade de terapia intensiva, onde o paciente recebe os benefícios de um tratamento especializado, dentro do próprio lar.
      
Manter o paciente no lar, além do bem estar e equilíbrio, também gera economia ao sistema de saúde. A economia para tratar um paciente dentro de casa gira em torno de 40% em relação ao gasto com um paciente dentro do hospital.
      
Isso ocorre porque a internação domiciliar beneficia principalmente os pacientes com doenças que exigem um tratamento longo, como o câncer em estágio terminal, Acidente Vascular Cerebral (derrame), tetraplegia , diabetes, efisema pulmonar e seqüelas de acidentes.
      
A receptividade do programa é grande e os profissionais de saúde muitas vezes tornam-se amigos dos pacientes que acompanham.
      
Segundo o coordenador do Núcleo Regional de Atenção Domiciliar de Planaltina, Maurício Neiva Crispim, onde 300 pacientes são assistidos, a boa relação entre o profissional de saúde e o paciente, além do fato de estar inserido no ambiente familiar, traz benefícios em todos os níveis: “Pudemos constatar que o paciente fica mais tranquilo e receptivo, fazendo com que os efeitos desejados surjam mais rapidamente”, ressalta Crispim.

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