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Brasília

Saiba como evitar o pesadelo da temporada de chuvas em Brasília

Arquivo Geral

25/01/2012 16h35

Quem mora em Brasília, já sabe: as chuvas que começam em outubro podem se estender até março. E não é pouca água: até 15 de janeiro, a capital federal já havia recebido mais de 60% do volume previsto para todo o mês. Para muitos, nem mesmo em casa a chuva dá trégua. “São comuns os casos de goteiras, fissuras e infiltração neste período”, destaca a diretora executiva da TecPro Engenharia, Maria Luisa Guido.

 

A engenheira explica que os problemas ocorrem principalmente devido a falhas técnicas na construção. “Antes de iniciar a obra de uma residência, o ideal é drenar o terreno. Além disso, é necessário impermeabilizar as cintas, a parte inferior da alvenaria e, até mesmo, o piso”, orienta. Essas medidas são simples e baratas quando feitas no tempo correto, tornando-se complexas e onerosas após a construção. “É sempre bom lembrar que a impermeabilização também garante maior durabilidade à casa”, complementa.

 

Maria Luisa destaca os pontos vulneráveis: “Varandas, pisos de box e banheiros, floreiras, jardins internos, piscina e caixa d’água devem ser impermeabilizados e executados com atenção redobrada para evitar o acúmulo de água e garantir que ela escoe de maneira adequada”. Quanto à laje de cobertura, um telhado bem feito, com calhas de tamanho apropriado, é suficiente para evitar a dor de cabeça. 

 

Quando é Preciso Remediar – Nesta época do ano, cresce a demanda por reformas de urgência. “Isso ocorre porque muitas pessoas adquirem imóveis prontos ou não realizaram a manutenção prévia necessária. Quando chove, se vêem diante de infiltrações”, comenta a engenheira. “Para sanar a questão, precisamos detectar a causa e verificar o sentido que a água percorre. No caso da impermeabilização, o produto indicado depende da deformabilidade do elemento e da variação de temperatura no local. É importante consultar um engenheiro”, ensina.

 

Os prejuízos materiais vão da perda de móveis, revestimentos e estragos na pintura até danos estruturais – em casos extremos. Para a saúde, a umidade em excesso e a presença de infiltrações propiciam crises alérgicas e problemas respiratórios. “Enfim, não vale à pena correr o risco”, conclui Maria Luisa.

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