Gabriela Coelho
gabriela.coelho@jornaldebrasilia.com.br
Os roubos com restrição de liberdade continuam assustando a população brasiliense. Somente de janeiro a maio deste ano, foram 366 casos. No mesmo período de 2011, foram 243, ou seja, um aumento de 66%. Em apenas dois dias, dois casos aconteceram no Distrito Federal, ambos em Taguatinga.
Na noite de quarta-feira, uma mulher foi levada de um estacionamento de uma faculdade na QNE 24, em Taguatinga Norte, por volta das 21h30. A.S.L., 30 anos, dava partida no carro quando foi abordada por um homem, que entrou pela porta do passageiro. De acordo com o delegado-chefe da 12ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Norte), Vanderley Melo, a vítima está abalada com o acontecimento e não teve condições de prestar depoimento com detalhes. “Ela contou brevemente que o criminoso dizia o tempo todo que não faria nada com ela, que queria apenas o carro. E ela percebeu, no trajeto, que uma moto dava cobertura à fuga”, afirmou.
Oportunidade
Na véspera, na noite de terça-feira, um casal foi levado por três homens armados quando estacionava o carro em frente a uma academia em Taguatinga. Segundo agentes da 12ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Centro), os homens teriam dito que queriam o veículo para fazer um serviço em Goiânia.
De acordo com o titular da Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos (DRFV), José Eduardo Galvão, o roubo com restrição de liberdade é diferente de sequestro-relâmpago. “O sequestro é um crime de extorsão. É um crime que serve para tirar vantagem econômica da vítima. Sem a vítima, a ação dos criminosos seria impossível, como ir a um banco sacar dinheiro. Ele precisaria da senha. Já o roubo com restrição de liberdade se refere ao tempo que a vítima ficou algum tempo em poder de criminosos”, afirmou.
Segundo Galvão, as áreas mais visadas são Taguatinga, Ceilândia e Plano Piloto. “Neste ano, em Taguatinga houve 67 casos, em Ceilândia, 44 e em Brasília, 38. São números que estão sendo monitorados e a polícia está investigando”, afirmou. Segundo ele, essas regiões administrativas têm grande fluxo de pessoas. “Os criminosos ficam estudando cada situação para poder agir. Eles escolhem pessoas que estão distraídas, saindo de residências ou até de faculdades”, disse.