Ana Paula Andreolla
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Em todos os estacionamentos que circundam as estações de metrô, as reclamações são as mesmas. Não é difícil encontrar quem já tenha sido vítima ou presenciado algum assalto. E a falta de policiamento contribui para o aumento da sensação de insegurança nos 160 mil usuários do transporte.
Um dos problemas é que quem tem o hábito de deixar os carros estacionados ali para pegar o metrô e se deslocar para o trabalho nunca sabe como vai encontrar o veículo no final do expediente. Muitas pessoas dizem ter sido vítimas de furtos, e a circulação de seguranças do metrô, vez ou outra, não intimida os bandidos.
Na estação do Guará, o vigilante do metrô Sérgio Ribeiro Alves já chegou até a perseguir um ladrão de bicicletas, embora essa não seja sua função. Mas ele conta que nem mesmo a prisão de um suspeito intimidou o restante, que continua agindo na região. “Eu estava na sala, vi o jovem pela câmera, em atitude suspeita, mexendo nas bicicletas. Quando vi que ele ia mesmo roubar, saí correndo e consegui alcançá-lo. Chamei a polícia e ele foi preso, mas no mesmo dia já tinha outras pessoas roubando também”, conta o vigilante.
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