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Brasília

Revolta domina família e vizinhos de menina atropelada por policiais

Arquivo Geral

25/12/2011 7h45

Carlos Carone

carone@jornaldebrasilia.com.br

 

Com o Natal destruído pela tragédia de perder uma filha de apenas dois anos, atropelada e morta ontem, por uma viatura da Polícia Militar, os pais da menina Ana Clara, tentam juntar os cacos provocados pela perda da criança que era o xodó da família. Ontem pela manhã, o clima ainda era de revolta na Quadra 103 de Santa Maria, onde o acidente ocorreu. A tragédia foi contada na edição de ontem pelo Jornal de Brasília.

 

Na casa onde Ana Clara vivia, os pais ainda dormiam sob o efeito de medicamentos. Do lado de fora, um tio da menina, que preferiu não se identificar, comentou sobre uma suposta negligência cometida pelos policiais que estavam na viatura de prefixo 2405, que pertence ao 26º Batalhão de Polícia Militar (BPM) de Santa Maria. “Eles entraram na rua em altíssima velocidade e estavam com as sirenes e luzes desligadas. Todos só viram o que havia acontecido quando minha sobrinha já tinha sido atropelada”, contou.

 

De acordo com o parente da vítima, o policial que conduzia a viatura era conhecido da vizinhança e tinha o costume de patrulhar a Quadra 103. “Ele sabia que essa é uma quadra diferente das outras , pois muitas crianças ficam na rua e todos os vizinhos se conhecem. Eles não respeitaram os quebra-molas e caso houvesse mais crianças na rua naquele momento a tragédia seria ainda maior”, comentou o tio da menina.

 

Amigos da família e que moram na mesma rua onde ocorreu o atropelamento comentaram sobre uma suposta truculência da polícia, que chegou a utilizar homens do Batalhão de Choque da PM para afastar os moradores das viaturas que acompanhavam o veículo que atropelou a menina. “Muitos tiros com balas de borracha foram disparados, principalmente quando o pai da criança se aproximou dos soldados que seguravam os escudos de proteção. Não acho que toda aquela força foi necessária, já que não tinha gente armada ou algo parecido”, comentou um morador, que não quis se identificar com medo de sofrer represálias.

 

Leia mais na edição impressa do Jornal de Brasília deste domingo (25)

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