Camila Costa
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A falta de profissionais em número suficiente nas áreas de vistoria e de operações pode ter comprometido o monitoramento e dificultado o trabalho da Secretaria de Defesa Civil no controle sobre as 25 áreas de risco do Distrito Federal, que enfrentam problemas de alagamentos, erosões e ameaças de desabamento a cada chuva que cai. Atualmente, a secretaria conta com apenas dois engenheiros para fiscalizar todo o DF.
Segundo o subsecretário de Defesa Civil, Sérgio José Bezerra, com este deficit o órgão precisa escolher quais áreas serão vistoriadas. “Fica complicado você dar conta do DF todo com apenas dois engenheiros. Tenho mais de 15 casos, que foram encaminhados pelas administrações e que precisam ser checados, mas não temos como ir a todos os lugares”, conta Bezerra. Para preencher o quadro e dar conta da demanda que existe, seria preciso, segundo Bezerra, pelo menos mais 18 funcionários. Dez para o setor de operações e oito para o de avaliação de risco. “Já melhoraria muito”, diz o subsecretário.
A Secretaria de Defesa Civil do Distrito Federal teve um ano atarefado, principalmente depois que as chuvas começaram a cair sobre a capital federal. As áreas de risco mapeadas anteriormente apresentaram, como já era esperado, vários problemas. De acordo com os dados levantados pela pasta, desde o registro da primeira chuva, no dia 25 de setembro, dez edificações foram interditadas e outras 30 notificadas em vários pontos do DF.
As interdições foram feitas em casas no Condomínio Sol Nascente e Mestre D’Armas, em condomínios de Sobradinho, como no Alto da Bela Vista, e no Park Way. As notificações foram feitas em Arniqueiras e também no Condomínio Sol Nascente, Vila Rabelo, Águas Claras e Mestre D’Armas, em Planaltina. Todos por problemas agravados com a chuva.
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