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Brasília

Renda ainda é mal distribuída no DF

Arquivo Geral

17/11/2011 7h26

Camila Costa
camila.costa@jornaldebrasilia.com.br

Foto: Raphael Ribeiro

Adistribuição de renda no Distrito  Federal ainda é desigual, conforme mostra o resultado do Censo Demográfico 2010.  Enquanto parte da população ganha muito, outra parte ganha pouco. A média de rendimento mais elevado foi registrada no Lago Sul, com R$ 6 mil, contra R$ 645 da média salarial dos moradores de Planaltina. Em termos regionais o Centro-Oeste teve o rendimento mensal mais elevado, de R$ 1.422.

 

Segundo a supervisora de informação do Instituto Brasileiro de Geografia (IBGE), Sônia Baena, o índice de desigualdade pode ser constatado pelo índice de Gini – que mede o grau de concentração dos rendimentos. O DF apresentou índice de 0,591. A média nacional ficou em 0,526. O índice varia de zero – a igualdade perfeita – a um – o grau máximo de desigualdade. “O ideal é que esse número tivesse ficado menor”, avalia Sônia.

 

Entre as unidades da Federação, o rendimento médio mensal por domicílio dos brasilienses foi o mais elevado, com R$ 4.638,07. Já o rendimento por pessoas ficou em R$ 2.461,72. Ambos, comparados ao último Censo de 2000, demonstram crescimento de quase o dobro da renda.

 

“O Brasil está crescendo e isso é inegável. Isso inclui melhorias no emprego, na formalização da mão de obra e reflete, claro, muito no salário da população”, observa o economista Roberto Piscitelli. Ele explica que o crescimento da renda se deu de forma acelerada. Há dez anos, o rendimento médio do brasiliense era de R$ 1.197,22. Por domicílio, o valor era de R$ 2.165,93. “É um ritmo que corresponde, inclusive, aos padrões de economia mundial. É um fator muito positivo, já que nas décadas de 80 e 90 as coisas foram desperdiçadas. O início do século XXI mostra um avanço”, avalia.

 

Diferenças

 

A diferença entre os rendimentos de homens e mulheres, segundo a supervisora do IBGE, foi expressiva em todas as grandes regiões. No DF, essa diferença salarial chega a 71%. As mulheres do DF ganham aproximadamente 30% a menos comparado ao salário dos homens.

 

Leia mais na edição desta quinta-feira (17) do Jornal de Brasília.

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