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Brasília

Recém-nascida é abandonada na rua em Samambaia

Arquivo Geral

25/01/2012 7h04

Gabriela Coelho
gabriela.coelho@jornaldebrasilia.com.br

 

 

Um bebê do sexo feminino, ainda com o cordão umbilical, foi encontrado por uma mulher embaixo de uma árvore no Conjunto 1 da QR 225 de Samambaia Norte. De acordo com um agente que acompanhou o bebê ao hospital, a criança, que estava enrolada em um lençol branco, teria nascido por volta de meia-noite e o cordão umbilical ainda sangrava. A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) informou, por meio da Assessoria de Imprensa, que o estado do bebê é estável.

 

 

A pensionista Maria da Conceição Sousa, 44 anos, saiu de casa por volta das 6h30 de ontem, para ir à farmácia comprar remédio para o marido, quando viu o tecido enrolado em uma árvore perto de casa. “Eu vi e pensei que fosse um travesseiro. Cheguei a imaginar que pudesse ser um bebê, mas continuei andando. Um tempo depois, escutei dois chorinhos e fui ver. Quando abri, vi uma menina com resquícios de sangue, mas muito linda”, relata.

 

 

Maria diz que tem o desejo de adotar a criança. “Tive três filhos homens e sempre tive vontade de ter uma menina. Parece que a sorte bateu à minha porta. Vou entrar na Justiça para conseguir adotá-la.  Amor e carinho não faltarão a ela. O meu amor por ela já é de mãe”, assegura a pensionisita. “Quero fazer um apelo e pedir que ela fique comigo. É muita injustiça e crueldade abandonar um ser tão indefeso”, argumenta a mulher.

 

 

Adoção

 

De acordo com o conselheiro tutelar responsável pelo caso, Roseilton Teixeira, maria da Conceição  não pode ficar com o bebê. ”Todas as crianças acolhidas pelo Conselho Tutelar são encaminhadas para a Vara da Infância e da Juventude e, posteriormente, um juiz avalia a situação dela. Após isso, se a mãe não aparecer, ela vai para a adoção. Não é qualquer pessoa que pode adotar. Existe o Cadastro Nacional de Adoção que conta com filas de pessoas querendo adotar”, esclarece.

 

 

Teixeira explica que não é só por abandono que as crianças são acolhidas pelo conselho. “Muitas sofrem abusos sexuais e  maus-tratos. Com as denúncias, vamos até as famílias e avaliamos a situação. Se for avaliado que o local não é apropriado, a criança é acolhida e fica à disposição da Vara da Infância”, afirma.

 

 Leia mais na edição impressa desta quarta-feira (25) do Jornal de Brasília.

 

 

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