Carlos Carone
carone@jornaldebrasilia.com.br
Um rapaz de 20 anos desapareceu nas águas do Lago Paranoá quando praticava uma modalidade de esporte aquático na altura do Clube Naval de Brasília. Por quatro horas, equipes de busca e salvamento do Corpo de Bombeiros procuraram, em vão, pelo corpo de Rafael Alves da Conceição. Entre 1º de janeiro e 12 de outubro, 16 pessoas morreram afogadas no lago. Em todo o DF as mortes por afogamento já somam 31 casos.
De acordo com funcionários do clube, o rapaz chegou ao local na companhia de um amigo para participar de uma aula experimental de stand up paddle, esporte em que se fica em pé sobre uma prancha longa e um remo é utilizado para navegação. Antes de entrar na água, Rafael e o amigo participaram de uma aula teórica na escolinha Clube do Vento e ambos assinaram um termo de responsabilidade.
Rafael foi o primeiro a entrar na água e se distanciou cerca de 20 metros da margem. Pouco depois ele se desequilibrou e caiu. Gritando e se debatendo na água, Rafael afundou rapidamente. “O amigo dele nadou para tentar socorrê-lo. Uma equipe de salva-vidas do próprio clube também correu em direção ao rapaz, mas quando o socorro chegou ele já havia afundado e desapareceu”, contou um funcionário do clube ouvido pela reportagem.
Normatização
Rafael e o amigo não usavam coletes salva-vidas, apesar de terem sido orientados a usá-los. “Como não existe uma normatização sobre a prática deste esporte, ainda muito novo, não há a obrigatoriedade sobre o uso do colete. Por isso, não cabe dizer se houve negligência da escola. Por enquanto, essa é uma decisão do esportista”, explicou comandante da Delegacia Fluvial de Brasília, comandante Rogério Leite.
Uma equipe formada por quatro mergulhadores passou cerca de quatro horas tentando encontrar o corpo do rapaz. Botes e lanchas da corporação e também da Marinha auxiliaram nas buscas até que anoitecesse e a operação fosse suspensa. Hoje, nas primeiras horas da manhã as buscas serão retomadas.