Da Redação
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“É sempre assim. Ninguém viu, ninguém fala nada”, disse a irmã de W.M.G., 21 anos, ajudante de pedreiro, morto com três tiros de revólver. Ele foi assassinado na Quadra 802 do Recanto das Emas.
A jovem conta que o irmão estava ameaçado de morte. No entanto, ela não sabe o motivo e nem quem teria intenção de matá-lo. O ajudante de pedreiro tinha passado o dia em casa, também na Quadra 802. À noite, disse para a mãe, uma doméstica de 47 anos, que iria sair, mas voltava logo. Foi a última vez que ela viu o filho com vida.
Cerca de uma hora depois, a mãe assistia TV e conversava com uma das filhas quando uma pessoa bateu à porta com a triste notícia. W. havia sido atingido com três tiros e estava caído a menos de cem metros de sua casa. A mulher e um casal de filhos correram. O rapaz ainda respirava, mas não restava mais tempo para socorrê-lo. O filho morreu nos braços da mãe.
Policiais do 27º Batalhão da Polícia Militar (Recanto das Emas) foram ao local. Porém, não conseguiram informações que pudessem ajudar aos investigadores da 27ª Delegacia de Polícia, responsáveis pelo caso. Moradores e vizinhos da casa onde o corpo ficou caído na porta não souberam informar quem efetuou os tiros fatais.
Identificação
O delegado-chefe, Pablo Aguiar, instaurou inquérito para apurar as circunstâncias do assassinato. Policiais da Seção de Investigação de Crimes Violentos (SIC-Vio), que trabalham no caso, já identificaram o suspeito, mas mantêm o nome em sigilo para não prejudicar as investigações. Há indícios de que o homem seja um desafeto com quem W. teve um desentendimento em março último. O suspeito também é morador da Quadra 802.