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Brasília

Questionário sobre saúde do estudante pode ser requisito no ato de matrícula

Arquivo Geral

07/06/2012 9h42

Luís Augusto Gomes

luisaugusto@jornaldebrasilia.com.br

 

A morte de um estudante de 17 anos, no Centro de Ensino Fundamental (CEF) Vale do Amanhecer, em Planaltina, a cerca de 38 quilômetros de Brasília, na última segunda-feira, poderá mudar as regras  de matrícula dos alunos da rede pública, no próximo ano. A Secretaria de Educação planeja incluir, no ato da matrícula escolar,  um questionário para saber as condições de saúde de cada estudante. 

 

A Secretaria de Educação afirma que, entretanto, o monitoramento da saúde do aluno deve ser feito com periodicidade, por profissionais habilitados e assistidos por seus responsáveis, que devem sempre comunicar à escola os casos que requerem atenção especial.

 

A dona de casa Aurelina Almeida, mãe do estudante Kleverson Almeida dos Santos, porém, garante ter entregue à escola um laudo médico apontando o problema cardíaco do filho. Com isso, ele não poderia participar de atividades físicas.

 Aluno  do curso noturno de Educação de Jovens e Adultos (Eja), Kleverson cursava a 6ª e  a 7ª séries. O estudante e outros colegas participavam  da aula de educação física, onde os meninos  teriam que dar 18 voltas ao redor da quadra de esportes, em 12 minutos, e as meninas  16 voltas no mesmo tempo. Uma aluna, que preferiu não se identificar, disse que o colega alertou a professora que estava passando mal. 

 

A estudante informou ainda que  o jovem estava na 14ª volta  quando sentiu os primeiros sintomas. A professora teria dito que, para ganhar ponto,  ele teria de continuar o percurso, mas  o rapaz  desmaiou e caiu a pouco metros. Colegas tentaram salvá-lo. Um vigilante fez massagem. O irmão,  Wiston Almeida, e o pai José Wilson, chegaram rápido. Fizeram respiração boca-a-boca, mas o estudante morreu antes de receber atendimento médico.  

 

  Segundo  Durvalina Alves Cardoso Gomes, tia de  Kleverson, a escola alega que os professores não socorreram o estudante com receio de que o quadro poderia  se agravar. Ela contesta a versão. Afirma que o sobrinho não sofreu um acidente, mas teve um problema cardíaco. “A professora de educação física era a pessoa mais indicada, naquele momento, para levá-lo ao hospital e, se tivesse tomado uma atitude, poderia salvá-lo”, acredita.  

 

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