As dores são intensas. Ainda incomodam. As cicatrizes, coçam. O dia inteiro. A vontade de voltar à escola é grande. O rapaz de 14 anos que foi espancado e queimado por outros adolescentes na Estrutural, porém, precisa de ajuda. Ele teve 63% do corpo queimado no Lixão da Estrutural há três meses por conta de uma vingança. E, há menos de uma semana voltou para casa, ao receber alta do hospital.
Agora, a dificuldade maior da família é continuar com as visitas ao Hospital Regional da Asa Norte (Hran) durante o tratamento. Sem muitas condições financeiras, a mãe paga cerca de R$ 40 a cada viagem à unidade hospitalar. São três visitas por semana para trocar as faixas dos ferimentos.
A avó dele, a aposentada Marta do Carmo Silva, 65 anos, explica que o ventilador fica ligado o tempo todo, para amenizar o calor. Ainda mais morando em barraco de madeirite. O jovem fez várias cirurgias e precisará realizar outra para locomover-se melhor. “Sem ajuda, não temos condições para comprar remédios e faixas”, diz Marta. A mãe dele, Rosângela Santos, está desempregada para cuidar do filho.
Doações
Com a divulgação do caso, a família comemora as primeiras doações. “Ele já ganhou um colchão d´água e alguns medicamentos. Estamos felizes porque as pessoas têm ajudado. Antes, ele tinha que ficar deitado em uma boia para amenizar as dores”, menciona a avó. O rapaz deverá passar por sessões de fisioterapia, para não ficar com a pele enrijecida.
Medo grande de morrer
O garoto avalia que o pior momento foi durante a internação. “Eu sentia muitas dores porque as feridas não estavam saradas, durante o banho, eu precisava ser anestesiado para suportar”, relembra. Com dificuldade de andar, ele está sem ir às aulas. “Perdi o ano, estou com muita saudade da escola”, confessa.
Coisas boas
O jovem conta que ficou com muito medo de morrer. “Só quero fazer coisas boas. Está difícil viver assim”, fala. E a primeira coisa que quer fazer quando se recuperar totalmente é tomar banho de piscina. A avó está feliz com a recuperação. “Ele está mais gordinho. Quando chegou estava amarelinho e muito magro. O fato de ele sobreviver foi um milagre de Deus”, agradece.
AJUDA:
Para ajudar com doações, entre em contato com a mãe do garoto pelos telefones: 9161-6924 ou 8507-9722.