Ana Maria Braga aproveitou o Mais Você desta segunda-feira para dar uma lição de moral em Neymar. Depois de o atacante rebater uma reportagem do Globo Esporte sobre uma suposta discussão com jovens jogadores do Santos, a apresentadora afirmou que responder publicamente tende a ampliar a crise. “Ele não sabe que isso é pior”, resumiu.
Eu tinha acabado de deixar a capa com o terninho de linho branco e o vestido verde-esmeralda de seda junto à porta, pronta para a retirada da lavanderia, quando ouvi a bronca. E ela veio naquele tom de quem gosta do menino, mas já está cansada de vê-lo acender uma vela para cada assunto que aparece na internet.

A confusão nasceu depois do empate por 2 a 2 entre Santos e Chapecoense. A reportagem do Globo Esporte informou que Neymar teria feito cobranças em tom desrespeitoso a Gabriel Bontempo e João Ananias no intervalo, o que teria incomodado parte do elenco, da comissão técnica e da diretoria. A informação é atribuída a fontes ouvidas pela reportagem, não a uma declaração pública do clube.
Neymar reagiu nas redes sociais e negou qualquer ataque individual. “Totalmente mentira. Quem repassou isso, por favor, não faça isso, não minta”, afirmou. Segundo o jogador, houve uma cobrança coletiva porque o time queria vencer, mas sem desrespeito aos atletas mais jovens. “A partir de agora, não vou mais aceitar essas mentiras que vocês ficam soltando na internet”, completou.
Ana Maria olhou para aquilo e foi reta: “Que bobagem, não adianta responder. A verdade só você sabe.” Para ela, uma resposta abre espaço para réplica, tréplica e uma discussão que nunca mais sai da timeline. Alessandro Jodar, no entanto, defendeu os repórteres Ana Canhedo, Bruno Gutierrez e José Edgar de Matos: “Atacar quem é o mensageiro não é o caminho.”
A história ainda ganhou um detalhe que diminui a temperatura, mas não encerra a polêmica. Bontempo e Ananias teriam negado ter sofrido uma cobrança pessoal de Neymar e falaram em conversa geral de vestiário, própria de um time competitivo. Isso não apaga a apuração jornalística nem confirma todas as versões que circularam, mas mostra que o caso está longe de ser uma narrativa simples.

A fala de Ana Maria não foi para dizer que Neymar não pode se defender. Foi para lembrar que, às vezes, defender-se no grito só alimenta a máquina que se queria desligar. E eu, olhando a capa de roupas encostada na porta, pensei que ele podia ter feito como todo mundo faz diante de uma fofoca ruim: respira, deixa a poeira baixar e guarda a indignação para quem realmente precisa ouvir.
Neymar fez dois gols contra a Chapecoense e salvou um ponto para o Santos. Já a discussão fora de campo virou outra partida, sem juiz, sem apito e com todo mundo convencido de que tem a bola. Ana Maria, experiente, só pediu para ele parar de correr atrás dela.